Vale do Café no interior de SP: mapa com 4 cidades do turismo cafeeiro

por Elisabeth Almeida

Vale do Café no interior de SP: mapa com 4 cidades do turismo cafeeiro

O Vale do Café no interior de SP começou por volta de 1760, quando pequenas plantações do grão foram levadas para o Rio de Janeiro e logo se espalhou por todo o Vale do Paraíba, região que abrange o Rio e São Paulo.

Nesta época, o café era tido apenas como uma iguaria, usada geralmente em sobremesas e, ainda assim, era um dos grandes artigos de exportação do país.

O Vale entrou na rota do café de São Paulo por conta do clima e das grandes propriedades que existiam durante o período, sendo que muitas delas ainda eram consideradas virgens.

Logo depois, no Segundo Império, o grão ganhou de fato sua notoriedade no âmbito nacional. Neste artigo, você saberá mais sobre a história da região, onde fica e a importância para o ciclo do café e para a economia do Brasil.

Tais municípios mantém ainda as tradições do Brasil Império e abrem suas portas para que visitantes tenham acesso a uma aula realista sobre o período.

Você encontra mobiliário do século XVII, livros de contabilidade de escravos, senzalas no formato original e muitas delas ainda possuem “o tronco” e instrumentos de tortura que eram usados pelos capatazes.

Conheça agora 4 cidades para fazer turismo cafeeiro em São Paulo. Tradição, história e muitos atrativos para você aproveitar.

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Turismo cafeeiro em São Paulo

O ciclo do café no Brasil começou com o contrabando de grãos da Guiana Francesa, também na América do Sul, pelo militar Francisco de Melo Palheta, para uso doméstico.

Até que o grão foi responsável pelo aumento na exportação por quase um século, contribuindo para a urbanização de pequenas cidades, antes tidas como rurais.

As lavouras de café vieram para São Paulo por conta do mau uso do solo no Rio de Janeiro. No Vale do Paraíba, encontraram terras virgens, uma maior extensão territorial para os plantios e condições climáticas mais favoráveis.

Nas fazendas de café do interior de São Paulo, os pés de café produziam cinco anos mais que em outros municípios.

Entre os anos de 1800 e 1930, o Vale do Paraíba se tornou uma referência no cultivo e no poder financeiro, já que o café estava em alta na cotação europeia.

Verdadeiras riquezas foram colhidas na região, principalmente por conta da mão-de-obra escrava, que faziam dos “barões do café” cada vez mais poderosos.

O Vale se tornou uma referência neste período com as fazendas de “ouro negro”, termo que compara o metal aos grandes cafezais.

Com a abolição da escravatura e a proibição do trafico negreiro, imigrantes italianos serviram como alternativa para tal trabalho.

Vamos conhecer um pouco mais sobre as cidades que se destacaram na rota do café em SP? Para aproveitá-las você pode alugar um carro em São Paulo e organizar seu roteiro.

  1. Bananal
  2. Areias
  3. São José do Barreiro
  4. Taubaté

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Bananal

Fazendas de café em SP
Praça de Bananal | Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons.

Situada a menos de 280 km da capital paulistana, a cidade de Bananal foi destinada a João Barbosa Camargo e sua esposa, que em 1783 começaram as obras para a construção de uma capela, o qual o povoado cresceu nos arredores.

Chamado por muitos de “ouro negro”, o café encontrou no Vale do Paraíba um clima favorável, assim como terras virgens e grandiosas.

O município entrou para a rota do café de SP 53 anos depois, contando com a maior porcentagem de cafeicultores, riqueza e mão de obra.

Os lucros obtidos com o grão eram investidos na compra de mais escravos para que as lavouras pudessem ser constantemente ampliadas.

Bananal havia perdido total espaço para as fazendas de café de São Paulo e a estrutura das propriedades foram se modificando.

Ganhando cada vez mais requinte: mobiliário de madeira maciça, quadros de artistas europeus renomados e os fazendeiros começaram a investir na área rural, em grandes sobrados para receber autoridades, outros cafeicultores e também para sediar festas luxuosas.

Os novos códigos de conduta dos “barões do café” são o reflexo da presença da corte portuguesa na capital brasileira, o Rio de Janeiro, que tiveram que se vestir, construir casas e se expressar de maneira sofisticada, tendo o estilo europeu como grande referência.

Fazendas antigas do estado de São Paulo
Pórtico de Bananal | Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons.

Os barões faziam parte do seleto grupo da elite do Império, com contas aplicadas em bancos ingleses e financiando grandes obras na região, como a importação de uma Estação Ferroviária da Bélgica.

Foi durante este período que se destacou (e é conhecido até hoje) o termo “acender charuto com notas de cem”, já que os fazendeiros eram extremamente poderosos e ricos, podendo até “jogar dinheiro fora”.

Como tudo o que é bom dura pouco, o auge da Era Cafeeira no interior de São Paulo começou a dar sinais de perigo quando a rodovia que liga Santos à Jundiaí foi inaugurada, dificultando o escoamento das lavouras.

As terras, que até então eram consideradas altamente produtíveis, foram avaliadas e vistas como impróprias. Nesta cultura de plantação do grão, o solo era muito maltratado. A cada colheita, toda a área era queimada e depois feito um novo plantio.

Uma curiosidade: muitas fazendas de café do Vale do Paraíba fazem parte, hoje em dia, de projetos de restauração do solo e preservação dos mananciais, de tão degradados que estavam por conta do cultivo exacerbado e mal planejado do grão.

A abolição da escravatura e a falta de mão de obra barata foram os golpes fatais para a economia.

A criação de gado começou a tomar o espaço das antigas lavouras e a construção da Via Dutra enfraqueceu o curso da estrada dos tropeiros.

Fazenda Resgate
Fazenda Resgate | Foto: Silviolapinha, via Wikimedia Commons.

As cidades que faziam parte da rota do café se tornaram inspiração para a obra de Monteiro Lobato, “Cidades Mortas”.

Lobato, para quem não sabe, nasceu em Taubaté e é o autor do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e tantas outras que descrevem também a decadência do Vale cafeeiro.

Bananal vive até hoje dos lucros dessa fama com o turismo cafeeiro, o que inclui visitas a fazendas importantes.

Eleita em 2016, como uma das Maravilhas da Região, a Fazenda Resgate foi construída em 1828 e reformada em 1848, quando o Comendador Manuel de Aguiar Valim herdou as terras após o falecimento do pai.

O estilo arquitetônico da sede tem referência de todas as escolas de arte, com referências europeias e até mesmo chinesas.

Bem próximo a propriedade passava o Caminho Novo da Piedade, ligando as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Nessa estrada, o Imperador Dom Pedro II tinha que transitar diversas vezes, já que estava entre os dois maiores pontos econômicos do país e ele era obrigado a ver a grandiosidade e opulência das terras de seu inimigo. Tal inimizade se deu, pois o Imperador era um libertário e o comendador, obviamente, defendia a escravidão.

A fazenda, mais rica do ciclo cafeeiro possui 700 hectares e, em contraste com o requinte da sede, que também serviu de locação para diversas cenas da novela Sinhá Moça (2006), em nada se parece com a parte debaixo do casarão.

Fazenda Boa Vista
Fazenda Boa Vista | Foto: Monica Kaneko, via Wikimedia Commons.

A senzala chegou a abrigar mais de 300 escravos durante o auge do Vale do Café no interior de SP, informação provada no livro de registros que é guardado até hoje e que está disponível também durante as visitações. A visitação custa em média 15 reais e deve ser agendada previamente.

Comandada pelo Comendador Luciano José de Almeida, a Fazenda Boa Vista se tornou em uma das mais importantes do Vale do Café no interior de SP. Com sua morte, as terras foram herdadas por D. Maria Joaquina Sampaio de Almeida.

“A Matriarca”, como era chamada, recebeu a propriedade com 700 mil pés de café e conseguiu aumentar as lavouras, o número de escravos e também seu poder econômico.

D. Maria Joaquina tornou-se tão influente que exibia farmácia própria em suas terras e até mesmo um padre residente.

Em 1930, a propriedade foi comprada pela família Pires e hoje serve como referência no turismo cafeeiro e hoteleiro da região, tornando-se um hotel fazenda, aberto também ao público com o “day use”.

Fazenda Independência
Fazenda Independência | Foto: Monica Kaneko, via Wikimedia Commons.

Assim como a Fazenda Resgate, a Boa Vista também serviu de locação para várias minisséries e novelas como, Dona Beija (1986), Um só coração (2004), O casarão (1976), Cabocla (2004), Saramandaia (2013) e o filme O Coronel e o Lobisomem (2005).

   

Datada do ano de 1822, a Fazenda Independência recebeu esse nome em homenagem a emancipação política do Brasil.

Sua relevância está não somente pelo ciclo do café, mas por ser de propriedade dos netos dos donos da Fazenda Três Barras, que, na época do Império, hospedou D. Pedro, que estava em direção a capital paulista para a Proclamação da Independência.

Desta maneira, a família anfitriã soube com antecedência do fato que ocorreria no dia 7 de setembro.

Apesar de ter passado por diversos donos, o Hotel Fazenda Independência mantém até os dias atuais o mobiliário original do Brasil Império e abre também para visitações guiadas com agendamento antecipado. Para aproveitar a cidade, veja os hotéis em Bananal.

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Areias

Areias São Paulo
Areias | Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons.

Conhecida hoje pela pecuária, Areias, localizada a menos de 300 km da capital paulista, foi um grande destaque no Vale do café no interior de SP. Antes de saber mais da cidade, veja os hotéis em Areias e se prepare para aproveitá-la melhor.

Historiadores e estudiosos dizem que em 1748 chegaram os primeiros bandeirantes à região e que eles teriam sido os primeiros habitantes de Areias.

A Era do Café durou quase uma década, mas por incrível que pareça, Areias esteve no auge por apenas 10 anos, entre 1850 e 1860. Apesar do pouco tempo de glórias contadas até os dias atuais, a cidade é ainda o reflexo da riqueza que foi um dia.

A Igreja Matriz é a maior prova do poder dos “barões” do município, sendo construída com duas torres, uma prova da prosperidade do local.

No interior da igreja é possível ver imagens de Nossa Senhora Sant’Ana e São Miguel, o sino é um capítulo à parte, com cerca de 1,50 metros e mais de 1 tonelada.

A cidade era uma das maiores em extensão do Estado e, posteriormente, teve sua área desmembrada em outros 5 municípios: São José do Barreiro, Cruzeiro, Queluz, Silveiras e Bananal.

A Fazenda Vargem Grande é a maior produtora e uma das principais fazendas de café de SP, ela foi erguida em 1837 e seus donos eram conhecidos como “reis do café”, dado o grande investimento em terras e compra de escravos para trabalhar nas lavouras.

O grão foi o principal pilar econômico do Império, até sua queda em 1889, quando o país se tornou em República e o café migrou para o oeste do Estado.

Fazenda de Areias SP
Sobrado de Areias | Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons.

Com o Vale do Paraíba em declínio, muitos produtores perderam a cabeça ao ver longos hectares de pés de café sem valer um tostão.

Além da desvalorização da matéria-prima, o plantio exacerbado e descoordenado acabou atingindo o solo, que por sua vez perdeu valor de compra e venda.

Muitos “barões” se viram na obrigação de investir em gado de corte e leite. Algumas cidades até se destacaram neste setor e as histórias e riquezas do Vale do Café no interior de SP ficaram apenas na memória.

Hoje, a Fazenda Vargem Grande é destaque no setor hoteleiro e é palco de visitações de grupos escolares, que tentam manter a cultura do poder econômico que a região já foi um dia.

Os novos donos compraram as terras em 1973 e começaram as obras de restauração do casarão, seguindo os moldes de fotos antigas e uma nova sede foi construída, seguindo o mesmo padrão da outra.

Os jardins da propriedade foram construídos sob a fiscalização do artista plástico Roberto Burle Max, levando quase dez anos para a conclusão.

A propriedade possui uma agenda especial para grupos de estudo e família que desejam passar o dia contemplando a construção, para isso, deve-se solicitar uma data com antecedência, de segunda à sexta-feira, das 9 às 16 horas.

O programa inclui conhecer o casarão, passear pelas muitas trilhas da fazenda, banho de cachoeira ou nas piscinas naturais, além de um café feito no forno à lenha. Vale a pena a experiência!

 

São José do Barreiro

São José do Barreiro SP
Pórtico de São José do Barreiro | Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons.

Antigo distrito de Areias, após a emancipação em 1820, a cidade de São José do Barreiro foi um dos maiores centros de produção cafeeira do Brasil no século XIX e mantém viva a cultura e a tradição desde período. Já pesquise os hotéis em São José do Barreiro.

Possui ainda várias fazendas daquela época que mostram a opulência econômica que a região viveu. São José do Barreiro teve seus longos pastos tomados por pés de café e tem a Fazenda Pau D’Alho como principal fonte de renda.

E não só para os proprietários, mas toda a cidade, trazendo desenvolvimento e investidores cafeeiros para a região.

Com a queda do valor das sacas de café, Barreiro, como é chamada por seus habitantes, investiu na restauração dos casarões e também no ecoturismo.

Dentre todas as fazendas de café do interior de São Paulo, posso dizer que já fui três vezes na Fazenda Pau D’Alho e vou tentar dar o máximo de informações.

Ela foi construída em 1817, exclusivamente para o plantio do “ouro negro” e, em 1822, os donos começaram a colher os frutos, chamando a atenção de Comendadores do Vale do Paraíba.

A propriedade ganhou notoriedade ainda maior quando Dom Pedro I se hospedou lá quando ia para São Paulo para a Proclamação da República.

O “barão” João Ferreira e seu filho Antônio até foram condecorados com a honraria de viajar com a guarda do imperador para o marco de 7 de Setembro.

Fazenda Pau D'Alho
Fazenda Pau D’Alho | Foto: Elizeu Marcos Franco, via Wikimedia Commons.

A Pau D’Alho chama a atenção por ter sido planejada estrategicamente para o plantio e tudo nela remete a isso, como os altos muros que lembram muralhas de castelos medievais, moinhos, rodas d’água e senzala erguida em local arejado para preservar a integridade física dos escravos.

   

Isso parece um ato “humanitário” com objetivo de poupar seus funcionários, mas, na verdade ,era visando o maior desempenho deles durante as colheitas, facilitando e adiantando a produção.

Em apenas 4 anos de fundação, a fazenda já contava com mais de 350 escravos e, com a queda no valor das sacas e a abolição da escravatura, João Ferreira começou a investir em gado leiteiro.

Ele garantiu o sustento das demais gerações de sua família até 1960, quando as terras foram adquirida pelo Governo Federal para restauração, administrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A ideia de ambas as entidades era fazer da Pau D’Alho um Museu Nacional do Café. Ele recebeu dezenas de pessoas e grupos escolares até 2015, quando fechou, reabrindo apenas em 2019 em parceria com a Prefeitura Municipal de São José do Barreiro, com intuito de resgatar a importância do Vale no âmbito nacional.

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Taubaté

Taubaté SP
Taubaté | Foto: Themium, via Wikimedia Commons.

Como falar sobre a cidade sem citar um dos principais escritores de todos os tempos: Monteiro Lobato! O autor viu de perto o auge e a queda brusca da região, retratando em seu livro “Cidades Mortas”.

O município foi berço dos primeiros fazendeiros a se tornarem multimilionários e extremamente poderosos na região.

Inclusive eles receberam condecorações do Império, por conta dos altos empréstimos prestados à Coroa. Diferente das outras cidades, os “Barões” não viviam na casa grande e muito menos perto da zona rural, mas em gigantescos sobrados.

Eles organizavam festas, saraus, recitais e óperas (que muitas vezes eram tocadas por escravos escolhidos para aprender a tocar os instrumentos) e financiando a construção de estabelecimentos culturais, como o Teatro São João. Para aproveitar mais a cidade, veja os hotéis em Taubaté.

Se você é fã de comédias antigas, com certeza já assistiu alguns filmes do Mazzaropi. “O Jeca e a Freira” foi rodado na Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Itaim que pertenceu ao Comendador José Pereira da Rocha Paranhos, um dos grandes nomes do ciclo cafeeiro paulista, e também na produção de cana de açúcar, gado de corte e leite.

Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Itaim
Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Itaim | Foto: Divulgação.

Caso o sobrenome não lhe remeta a nada, José Pereira já vinha de família bastada, sendo primo de José da Silva Palhares, o Barão de Rio Branco.

Os atuais donos das terras não abrem para visitas e aguardam o término da restauração da sede da fazenda.

Agora, as histórias sobre a Fazenda Fortaleza são tantas que serviram de inspiração para o livro “Fazenda Fortaleza – uma História do Café Em Taubaté”, de Ricardo Arnt.

A propriedade foi construída em 1820, no ápice da cultura cafeeira no interior do Estado e em 1889 foi configurada com referência de empreendedorismo, já que sua localização era privilegiada e estratégica por estar próxima de São Paulo.

A fazenda fazia parte da rota de comendadores e também da Coroa, como o Imperador D. Pedro II que lá esteve por várias vezes com o Barão Pereira de Barros.

Atualmente, a área serve como hotel e locação para festas de casamento. As visitações a fins históricos não são permitidas.

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Conheça o vale do café no interior de SP

A Era do café é uma lembrança que ainda é motivo de orgulho para quem nasceu ou vive no Vale do Paraíba.

Saber que isso movimenta o turismo e a economia hoteleira da região é algo que nos faz refletir sobre a importância do interior paulista na economia do país no período do Brasil Império.

Com a consciência ambiental que temos hoje, muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) trabalham em projetos para a recuperação das riquezas minerais deste solo.

Conhecer as fazendas do vale do café no interior de SP nos faz viajar no tempo e poder ter uma visão mais realista de todos os principais acontecimentos, tanto da era auge do grão, quanto as passagens de Comendadores e Imperadores.

Além da parte arquitetônica e histórica, incluir as fazendas no seu roteiro vai enriquecer ainda mais a sua viagem, principalmente para os pequenos, que adoram saber os contos da região, as lutas e a ostentação das construções de capelas banhadas a ouro.

Sem contar nos casos de assombrações, vultos, barulho de correntes que se arrastam pelas senzalas e de chicotes em meio as calçadas de pedra.

Quer conhecer o vale do café no interior de SP? Qual roteiro você quer fazer? Conte nos comentários!

 

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ESCRITO POR

Elisabeth Almeida

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Elisabeth Almeida

Jornalista, apaixonada por filmes clássicos e pipoca. Uma garota que nasceu no interior de São Paulo e em 2015 deu seus primeiros passos em direção ao Mundo, morando no País Basco, Espanha. Não contente em 2016 fui para Portugal, onde concluí meu curso de Mestrado em Cultura e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Logo no primeiro dia de aula a professora disse a frase que definiria meu estilo de vida: "VIAJAR é um formador de identidade, hoje é mais importante dizer 'para onde se foi' do que 'o que se tem', é ser cidadão do mundo".

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Comentários do post

  1. Leandro

    Fizemos todo este circuito no curso de geografia... "Circuito das cidades mortas". Neste trabalho de campo visitamos todas as fazendas citadas. Que vontade de voltar. Ótima viagem pra quer se aventurar e conhecer a história do Brasil.

  2. Oswaldo Cardoso

    Matéria excelente...gostei muito de aprender sob ciclo do café no Vale de Parnaíba ..eu gostaria de especializar em compra e venda de café...estou a procura