
Zaanse Schans
Comece por aqui
a planejar sua viagem para Amsterdam

Se você está planejando uma ida à Holanda, com certeza já viu fotos daqueles moinhos de vento gigantes alinhados na beira de um canal. Pois bem, esse lugar é Zaanse Schans. Localizada a apenas 20 minutos de Amsterdã, na cidade de Zaandam, essa região é uma espécie de museu a céu aberto que preserva a alma industrial dos séculos XVIII e XIX.
Não se engane com o termo “museu”: o lugar é uma vila real, onde as pessoas vivem e trabalham, mantendo vivas as tradições holandesas.
Viajar para Zaanse Schans é como entrar em um quadro de um mestre holandês. O cheiro de chocolate que paira no ar (vinda de uma fábrica de cacau ali perto) se mistura com o som das engrenagens dos moinhos batendo contra o vento.
É um destino que encanta quem busca história, fotografia e aquela sensação de que o mundo moderno deu uma pausa para a gente respirar o ar do campo.
Muita gente me pergunta se não é “turístico demais”. Eu confesso que, sim, o lugar fica cheio, mas existe um motivo para isso: a experiência é única. Ver um moinho de vento funcionando por dentro, entender como eles serravam madeira ou moíam pigmentos para tintas usando apenas a força do vento, é fascinante.
É o tipo de lugar que agrada desde crianças até quem é louco por arquitetura e engenharia antiga.
Para mim, o grande charme está nos detalhes. É caminhar pelas pontes de madeira, ver as casinhas verdes típicas da região de Zaan e observar os artesãos fabricando os famosos tamancos de madeira (clogs) com uma habilidade impressionante.
É uma imersão cultural que resume a luta histórica da Holanda contra a água e como eles transformaram o vento em riqueza.
O foco principal são, claro, os moinhos de vento. Cada um tem um nome e uma função: tem o De Kat, que produz pigmentos de tinta, e o De Gekroonde Poelenburg, um moinho de serragem.
Subir no deck de um deles enquanto as pás giram a poucos metros da sua cabeça é uma experiência que dá uma perspectiva real do tamanho dessas máquinas.
Mas não pare nos moinhos. Explore a fazenda de queijos Catharina Hoeve, onde rolam degustações gratuitas de queijos Gouda e Edam de todos os sabores imagináveis, o de pesto é o meu favorito! Outra parada obrigatória é a oficina de tamancos (Klompenmakerij), onde você vê o processo de fabricação na hora.
Se tiver um tempinho extra, vale dar uma passada no Museu de Zaan (Zaans Museum) para entender a fundo a história industrial da região e ver a primeira fábrica da Verkade, famosa pelos chocolates e biscoitos.
A maioria das pessoas faz apenas um bate e volta de um dia saindo de Amsterdã, mas dormir na região tem um charme especial. Quando os ônibus de turismo vão embora no fim da tarde, Zaanse Schans se torna um lugar de paz absoluta.
Se você busca uma experiência autêntica, procurar por pousadas ou B&Bs na vizinha Zaandam é uma escolha inteligente.
Zaandam, aliás, é famosa pela sua arquitetura moderna inspirada nas casas tradicionais, como o icônico Inntel Hotels Amsterdam Zaandam, que parece uma pilha de casinhas verdes umas sobre as outras, é uma entidade visual da cidade!
Se o seu orçamento estiver mais apertado, ficar em Zaandam costuma ser bem mais barato do que no centro de Amsterdã, e o acesso por trem é extremamente rápido.
Para quem prefere o estilo rústico, existem pousadas menores e chalés de temporada em vilas próximas que garantem aquele clima de interior europeu.
Além dos queijos que mencionei, você não pode sair daqui sem comer um Pancake (panqueca holandesa) no restaurante local. Elas são enormes e podem ser salgadas ou doces.
E, claro, tem o chocolate. Como a região ainda processa muito cacau, é impossível resistir a um chocolate quente ou aos bombons artesanais vendidos nas lojinhas.
Uma dica: tente provar o Duivekater, um pão doce tradicional da região de Zaan, geralmente servido em épocas festivas mas encontrado em algumas padarias locais. É o acompanhamento perfeito para um café enquanto você observa o movimento dos barcos no rio Zaan.
Zaanse Schans pode ser visitada o ano todo, mas cada estação tem seu brilho. Na primavera (abril e maio), você pode combinar o passeio com os campos de tulipas de Keukenhof.
No verão, os dias são longos e tudo está vibrante, mas as filas são maiores.
O outono traz cores lindas para as árvores ao redor dos canais, e o inverno tem aquele clima aconchegante, embora o vento possa ser bem cortante, se for nessa época, capriche no casaco!
Para chegar, o trem é o caminho mais fácil. Desça na estação Zaandijk – Zaanse Schans e caminhe por uns 15 minutos seguindo as placas (e o cheiro de chocolate).
Outra opção deliciosa no verão é ir de barco (Windmill Cruiser) saindo de Amsterdã, o que já garante um passeio panorâmico incrível antes mesmo de chegar.
Abaixo, você encontra nossos artigos detalhados com roteiros, dicas de como economizar e tudo o que publicamos sobre Zaanse Schans. Boa leitura e bom passeio!
A entrada na vila de Zaanse Schans é gratuita. Você pode caminhar pelas ruas, cruzar as pontes e ver os moinhos por fora sem custo nenhum. No entanto, para entrar no interior dos moinhos, visitar o Zaans Museum ou participar de algumas exposições específicas, é necessário comprar ingressos individuais ou usar o Zaanse Schans Card ou o I amsterdam City Card.
Para um passeio tranquilo, vendo os principais moinhos por dentro, visitando a fábrica de tamancos, a fazenda de queijos e almoçando, reserve cerca de 3 a 4 horas. Se você for um entusiasta de fotografia ou quiser visitar todos os museus da vila, o passeio pode ocupar um dia inteiro facilmente.
Sim! É um passeio de aproximadamente 15km a 20km (cerca de 1h a 1h30 de pedalada) por caminhos planos e ciclovias excelentes. É uma forma fantástica de ver a zona rural holandesa, passar por vilas menores e chegar em Zaanse Schans de um jeito bem local. Só verifique a previsão do tempo, pois o vento contra pode tornar o trajeto cansativo.
Zaanse Schans é mais comercial, fácil de chegar e oferece uma experiência completa com lojas, museus e oficinas artesanais. Kinderdijk (perto de Roterdã) é um Patrimônio da UNESCO, com 19 moinhos originais em um cenário muito mais rústico e menos “montado”, mas com menos infraestrutura turística e serviços. Se quer conveniência e cultura variada, vá a Zaanse Schans; se quer isolamento e história pura, Kinderdijk é a escolha.