O que fazer em Machu Picchu, no Peru: dicas e guia completo

por Carlos Santoro

O que fazer em Machu Picchu, no Peru: dicas e guia completo

Está montando o roteiro para o Peru? Então, está na hora de saber o que fazer em Machu Picchu, uma das cidades mais bonitas e visitadas do país.

Essas dicas sobre os pontos turísticos da cidade sagrada Inca, dão sequência aos artigos sobre Machu Picchu, onde já mostrei as melhores e mais econômicas formas de chegar na cidade.

Aqui, você saberá como aproveitar ao máximo sua viagem. E terá dicas de Machu Picchu: como conhecer Huayna Picchu, a famosa montanha atrás das ruínas e que complementa a estonteante paisagem da cidade perdida Inca.

Além de outros pontos turísticos imperdíveis neste roteiro para Machu Picchu. Descubra também qual a melhor época para ir e evitar multidões, fazendo sua experiência ser ainda mais gostosa.

Com essas dicas, pode ter certeza, que sua viagem seja ainda mais completa e inesquecível. Confira tudo o que fazer em Machu Picchu!

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O que fazer em Machu Picchu

Destinos arte Peru
Macchu Picchu é um dos lugares imperdíveis do Peru.

Machu Picchu está localizada próxima à cidade de Águas Calientes no Peru. Machu Picchu Pueblo se localiza a 130 km de Cusco – a maior e mais importante cidade da região – e a 6 km de distância da cidade perdida dos Incas, as ruínas de Machu Picchu.

Machu Picchu é um dos 11 destinos com monumentos mais famosos do mundo e ainda um dos lugares místicos do mundo. Veja as principais atrações da cidade inca.

  1. Huayna
  2. Intipunku (Porta do Sol)
  3. Templo das 3 janelas
  4. Templo do Sol
  5. Intihuatana
  6. Fontes de água
  7. Ponte Inca
  8. Animais
  9. Setor nobre
  10. Templo de Condor
  11. Terraços

Antes de mais dicas de atrações da cidade inca, confira esse vídeo curtinho que celebrou os 100 anos da descoberta de Machu Picchu, feito pelo site oficial de turismo do Peru:

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Pontos turísticos de Machu Picchu

1. Huayna Picchu

O que ver em Machu Picchu
Montanha principal de Machu Picchu | Foto: Sascha Wenninger, via Wikimedia Commons.

Huayna Picchu é a montanha principal de Machu Picchu, aquela mais famosa, conhecida por estar em todas as fotos de quem visita o Peru. É também a primeira que você nota ao entrar na cidade sagrada.

É possível subir nela por meio de uma trilha, que dura aproximadamente 2 horas, mas o acesso é permitido somente algumas pessoas por dia. Para subir é preciso comprar o ticket adicional na entrada da cidade sagrada de Machu Picchu (veja aqui tudo sobre a história e dicas).

Como a subida pode ser um pouco desgastante, vale considerar fazer ou não a trilha. Como a beleza de Machu Picchu é justamente o complexo das ruínas com a montanha atrás, a subida em Huayna Picchu tirará está imagem.

Claro que é uma decisão pessoal que envolve ainda superar limites, questões místicas ou religiosas ou simplesmente a vontade de ver Machu Picchu por um outro ângulo.

Se você se considera um aventureiro e tem disposição para a subida, avalie seu tempo e real intenção de realizar a trilha, para tomar a melhor decisão na sua viagem.

Caso resolva subir, é interessante que chegue bem cedo às ruínas para poder conhecer outros pontos de interesse de Machu Picchu ou reserve um dia apenas para completar a trilha.

 

2. Intipunku

O que ver em Machu Picchu e passeios imperdíveis
Intipunku era a entrada principal da cidade | Foto: Pavel Špindler, via Wikimedia Commons.

Intipunku, mais conhecida como a Porta do Sol, já foi a entrada principal de Machu Picchu. É por lá que os aventureiros que fazem a trilha clássica e entram na cidade sagrada após 3 dias de caminhada.

Assim, têm a possibilidade de contemplar a beleza de Machu Picchu logo no nascer do sol, com a iluminação natural tomando conta da paisagem aos poucos.

Foi construída em homenagem ao Deus Sol e está estrategicamente posicionada para que o solstício de inverno apareça. Também servia para controle de entrada e saída do templo sagrado.

Acredita-se ainda que, quem entrava na cidadela por esse lugar tinha o respeito dos outros habitantes, uma vez que os Incas eram muito seletivos a quem podia ou não conhecer sua morada.

 

3. Templo das 3 janelas

O que ver em Machu Picchu pontos turísticos
Cada janela tem um visão cósmica: mundo superior, terra, mundo inferior.

Antes de entrar no Templo das 3 janelas, você deve observar o cuidado e perfeita simetria que as pedras foram esculpidas para encaixarem perfeitamente uma sobre as outras.

Isso sem qualquer tecnologia ou máquina, apenas o extenso conhecimento em Arquitetura e Engenharia que os Incas possuíam (o que você também vai ver em diversos outros pontos das ruínas da cidade sagrada).

Cada janela possui um significado voltado à visão cósmica dos Incas: Hanan-Pacha, o mundo superior; Kay- Pacha, a superfície terrena, onde os seres humanos vivem; Ukju-Pacha, o mundo dos mortos ou mundo inferior. São respectivamente representados pelo Condor, o Puma e a Serpente.

Acredita-se ainda que o Templo das 3 janelas também tinha conexão com a astronomia. As janelas estão localizadas para uma perfeita visão do pôr do sol e eram usadas para marcar a estações do ano.

 

4. Templo do Sol

Pontos turísticos e o que ver em Machu Picchu
Torreón é única construção semi circular | Foto: Unukorno, via Wikimedia Commons.

Esse templo está localizado no setor urbano de Machu Picchu e era utilizado para cerimônias religiosas. No centro do Templo do Sol está o Torreón, única construção de Machu Picchu em formato semi circular.

O templo ainda possui uma pequena caverna sob o Torreón que era usada como cripta para a alta aristocracia Inca.

 

5. Intihuatana

O que ver em Machu Picchu pontos turísticos
Relógio solar e astronômico | Foto: ogwen, via Wikimedia Commons.

Intihuatana é o relógio solar e astronômico de Machu Picchu, o calendário Inca. De acordo com estudos sobre os Incas, esse não é o nome original dessa pedra única de Machu Picchu, já tendo sido conhecida pelos nomes de Saywa ou Sukhanka.

Dicas do que conhecer em Machu Picchu

O relógio solar está localizado no ponto mais alto do sítio arqueológico. E foi construído para conectar os 3 níveis cósmicos da cultura mitológica Inca: os mundos superior, terreno e inferior.

Algumas pessoas aproximam as mãos da pedra (sem tocar) para receber as energias do local e seus quatro lados representam os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste).

 
 

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Imperdível​ => Tour de Cusco para Machu Picchu de trem

 

6. Fontes de água

As Fontes de Água são uma das maiores demonstrações do conhecimento de engenharia hidráulica do povo Inca. As fontes e canaletas de água irrigavam Machu Picchu por inteira, principalmente para a agricultura local, mas também para consumo na parte urbana da cidadela.

A forma de construção dos 16 canais da conhecida escadaria das fontes, permitia não só a distribuição de água limpa para todas as partes da cidade, como garantia os recursos a cada local de forma igualitária, já que a cada aqueduto que se enchia, a água era imediatamente distribuída a outro setor de coleta.

 

7. Ponte Inca

A Ponte Inca está a 30 minutos de caminhada da entrada ou do centro de Machu Picchu. O trecho é de simples percurso e garantirá a você uma visão do desfiladeiro da montanha de forma bem clara.

Por questões de segurança, o acesso à ponte propriamente dita está bloqueado, uma vez que é colada à uma montanha, é extremamente estreita e beirada a um abismo gigantesco.

Era uma das portas de entrada da cidade sagrada e, por ser removível, também servia de controle de entrada dos habitantes de Machu Picchu. É um ponto um pouco menos conhecido do sítio arqueológico e não é necessário ticket extra para conhecer.

 

8. Animais

O que ver em Machu Picchu, no Peru
Alpacas e Lhamas são atrações em Machu Picchu.

Outra curiosa atração de Machu Picchu são os animais. Aprecie, tire fotos e observe a fauna local. Alpacas e lhamas são atualmente as únicas residentes da cidade sagrada.

Para os antigos moradores, esses animais eram fonte de alimento, usavam seus pelos para se aquecerem do frio e também os utilizavam para transporte de carga.

 

Outras atrações de Machu Picchu

O que ver em Machu Picchu durante sua viagem
Setor era a área residencial dos Incas.

Outros pontos a serem visitados são o Setor Nobre, na área residencial da cidade perdida dos Incas, que era a casa dos soberanos, onde está o Palácio Real.

Além do Templo de Condor, em que você poderá observar de forma abstrata o corpo de uma ave esculpida nas pedras, no chão e em duas formações rochosas mais atrás que caracterizam as asas.

A lista de pontos turísticos de Machu Picchu incluem ainda os Terraços em forma de escadarias, usados para agricultura e onde se escoavam as águas dos diversos canais. Eles podem ser avistados de qualquer ponto da cidadela e completam a exuberância do lugar.

 

Dicas para visitar Machu Picchu

Onde contratar um guia em Machu Picchu?
Visita deve ser acompanhada por um guia oficial.

As ruínas de Machu Picchu são realmente impressionantes e com diversos pontos espalhados por toda a cidade sagrada que darão a você uma visão geral e aprofundada da cultura Inca, mas para conhecê-las de uma melhor forma contrate um guia local e oficial.

Ele levará você a todos os principais pontos da cidadela na ordem exata que devem ser conhecidos e contará a história de cada construção e monumento, o que é muito importante para sair de lá com algo a mais, além de boas fotos. Para contratar um guia é bem fácil (caso você já não tenha um garantido via agência e pacote de viagem).

 
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Eles estão aos montes próximos à bilheteria na cidade de Águas Calientes e também no alto da montanha perto da entrada de Machu Picchu. O preço varia muito, vale negociar, principalmente se você estiver viajando em grupo, o que reduzirá o valor para cada um.

Muitos deles até falam inglês arranhado, mas de fato é a exceção da regra.

Viagem para o Peru o que fazer em Machu Picchu
Na porta de entrada do sítio arqueológico, não esqueça de carimbar o passaporte.

Antes de entrar nas ruínas e subir os primeiros degraus para contemplar a famosa vista de Machu Picchu, a primeira dica é carimbar seu passaporte com a imagem de Huayna Picchu. Isso pode ser feito logo ao lado da porta de entrada do sítio arqueológico.

Outra dica de suma importância é que você leve protetor solar, boné ou chapéu, vá de tênis e leve uma mochila com água e alguns alimentos, já que dentro do sítio não existe pontos de venda. Leve também uma capa de chuva caso o tempo vire e você não seja pego de surpresa.

Na minha visita a Machu Picchu com um grupo de amigos, logo no início da caminhada choveu bastante, por algum tempo procuramos abrigo e nos viramos como pudemos, mas logo o sol abriu e concluímos o tour. Por isso é bom sempre estar prevenido.

Lembrando que além do guia, você precisará comprar o ingresso para Cidade Sagrada de Machu Picchu, o que pode ser feito antecipadamente.

 

Como chegar em Machu Picchu mais barato

transporte em machu picchu
Trem é uma ótima e barata opção para chegar em Machu Picchu.

Machu Picchu é fantástica, mas infelizmente não é um destino acessível. O resumo é: com a mesma quantia em dinheiro, é possível visitar as outras 6 maravilhas do mundo.

Há um meio muito mais barato de chegar em Machu Picchu, entrando pelas portas do fundos, conhecida como “hidroelétrica”. Porém, demora 7 horas de ônibus por estradas muito tortuosas à beira de precipícios que não são recomendáveis para os fracos de coração.

E, depois de tudo isso ainda tem que andar 2 horas e meia seguindo o trilho do trem por uns 15 quilômetros até chegar em Águas Calientes. É um baita perrengue para economizar mais de 100 dólares (lembrando que tem que fazer o mesmo percurso para voltar).

Em Cusco você encontrará em toda esquina, agências oferecendo vans para Machu Picchu. Porém, elas cobram entre 60 à 100 soles para te levar em uma van turística. Se fizer tudo no transporte público, é possível gastar apenas 24 soles, um quarto do preço.

Existem 5 maneiras de chegar à Águas Calientes (Machu Picchu):

  1. Trem de 190 dólares – com certeza o modo mais confortável e rápido;
  2. Trilha Inca – relatos dizem que essa trilha de 3 dias tem paisagens maravilhosas, mas infelizmente também metem a faca nos turistas, custa entre 350 à 500 dólares para fazer essa trilha;
  3. Salkantay – outra trilha pelas montanhas que pode ser feita por conta própria, mas existe também a opção de fazer em grupo a excursão de 4 dias para Machu Picchu com trekking e viagem de trem.
  4. Hidroelétrica com transporte privado – as vans turísticas te levam de Cusco direto para a entrada da hidroelétrica. É verdade que as vans são mais rápidas e confortáveis do que os ônibus públicos, mas também custam 3 vezes mais. Preços variam de 60 a 100 soles;
  5. Hidroelétrica com transporte público – o modo mais barato! Custa 24 soles.

Antes de você entrar nessa, vou te relembrar que a estrada é muito punk, cheia de curvas e são praticamente 4h na beira do precipício, essa rota é para os mais aventureiros. São 7 horas na estrada e 2 horas de caminhada (e tem que voltar pela mesma rota depois)…. Então vamos lá… !!!

Em Cusco, vá bem cedo para o Terminal Santiago (explique para o taxista de onde saem ônibus para Quillabamba e Santa Maria), saindo de perto do Plaza de armas, o táxi custara uns 4/5 soles porque será 6h40. A primeira e única leva de buses saem das 7 às 7h30, depois só de noite.

Tem 3 diferentes companhias; a Ampay, a Ben Hur e uma outra de luxo… e da para pechinchar (você entenderá que dá para pechinchar, pois as mulheres brigam por passageiro naquela “feira”).

Escolhi a companhia Ampay que saia mais cedo, e se quiser ter um friozinho na barriga peça um assento do lado do motorista para ver os precipícios. A viagem até Santa Maria demora umas 5h, o ônibus é apertado, e a estrada depois de Ollantaytambo é cheia de curvas e medonha kkkkk.

Chegando em Santa Maria, saindo do buzão, os turistas serão abordados pelos motoristas dos coletivos, que oferecerão uma corrida até a entrada da hidroelétrica.

Eu fui no porta malas, mas prepare-se para mais um caminho medonho (de novo), são mais 1h30 de estradas tortuosas na beira do precipício…

Obs: Em Santa Maria tem o horários de saída dos ônibus da companhia Ampay, bem na frente onde o bus nos deixa, e também alguns hostels.

E finalmente chegando na hidroelétrica lá pelas 14h30, comece a caminhada para Águas calientes, é muito fácil, apenas tem que seguir os trilhos do trem por 1h40/2h (uns 15km) ate chegar na estação Puente Ruinas.

Siga por baixo se quiser uma rota mais segura, eu fui por cima pois não sabia, mas tive que passar por dentro de 2 túneis. No total a caminhada demora entre 2h a 2h30 para chegar em Águas Calientes.

 

É caro ir para Machu Picchu?

Machu Picchu é maravilhoso, mas é um destino caro se comparado com às outras maravilhas do mundo. Os preços são exorbitantes (chegar em Machu Picchu com o trem e ônibus, custa mais ou menos 190 dólares).

Visitar Machu Picchu da maneira convencional, sai mais caro do que visitar as outras 6 maravilhas do mundo. A título de curiosidade veja lista de preços de entrada de outras maravilhas:

  • Petra – 70 dólares por 1 dia;
  • Taj Mahal – 15 dólares;
  • Coliseu de Roma (com monte Palatino e Fórum Romano) – 37 dólares;
  • Chichen Itza – 4 dólares;
  • Cristo Redentor – 16 dólares;

Metade deles são tão impressionantes quanto Machu Picchu… mas, apesar do preço, vale a pena ir!

 

Como evitar frustração ao ir para Machu Picchu

Como você verá  no texto abaixo, feito pelo colunista Leonardo Castro, dá para conhecer uma das maravilhas do mundo e ficar frustrado. Não acredita? Veja o relato dele e como evitar ter uma experiência ruim.

“Sim, é isso mesmo… não gostei muito de Cusco, Machu Picchu e das outras ruínas, mas vou explicar o porquê. Foi uma semi-decepção e esse era o lugar número um da minha lista de lugares que eu queria conhecer.

Talvez com as dicas que vou dar aqui, você possa evitar os motivos que me fizeram não gostar dessa viagem específica.

Antes de qualquer coisa, queria dizer que sou um entusiasta por história (vocês podem estar pensando que eu considerei aquilo só um monte de pedras). Li dois livros sobre os Incas antes de ir para o Peru, que aliás, recomendo muito.

Turismo nas Ruínas Incas

Os livros são The Last Days of the Incas, que foi um dos melhores livros que eu já li, de leitura bem fluída. O outro chama Los Incas-Economia Sociedad Y Estado en La era del Tahuantisuyo, um livro mais técnico.

A história dos Incas é fantástica (e obviamente trágica). Mas eu estou aqui para falar do porque não gostei, devido as circunstâncias da viagem, e talvez sirva para vocês se prepararem melhor.

Primeiro, e o principal motivo: fui a Cusco no mês de agosto. Julho e Agosto são os meses de férias de verão dos gringos no hemisfério norte.

O que acontece? Lá fica “infestado” de turistas, a tal ponto de você não conseguir andar direito nas ruínas. Isso estraga toda a beleza das ruínas.

 

5 dicas para evitar os mesmos erros

1) Primeira dica: vá na mais baixa temporada possível

Pacotes de turismo
Vocês verão assim se forem em alta temporada!

Preste atenção na foto acima. Se você ver os detalhes, nas escadarias ao fundo e nos lugares em que o acesso é permitido, está cheio de gente (de longe parecem formiguinhas).

Chega a ser tão cheio que em alguns lugares como no Koricancha, em Cusco, você não consegue tirar uma foto sozinho nem a pau. Pois é, Machu Picchu é um ponto turístico visitado por muita gente.

 
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Então, se você quer uma foto exclusiva, deve chegar nas primeiras horas da manhã, seja pegando o primeiro trem de Cusco ou já dormindo em Águas Calientes e subindo a montanha logo no amanhecer. Falando nisso, saiba qual é a melhor época para viajar pelos países da América do Sul.

   

 

2) Segundo erro

Viagem a Cusco - Peru
Horda de turistas no Koricancha.

Não fique vendo fotos das ruínas antes de viajar. Isso vai acabar com toda a surpresa. Eu fiquei olhando muitas fotos de Pisac, Machu Picchu, Chinchero, etc. Isso acabou com a surpresa do lugar.

 

3) Faça um tour privado

Ruínas em viagem por Cuzco
Tenta sair sozinho na foto!

Em Cusco e no vale sagrado (Ollantaytambo, Pisac, e Chinchero), não façam aqueles city tours padrão que eles vendem na praça de armas. Tente pegar tours personalizados. Sabe o que acontece: todas as operadoras saem no mesmo horário, então tudo fica ridiculamente cheio.

O que eu quero dizer com ridiculamente cheio é parecer a Rua 25 de março de São Paulo no Natal. Só sei que é muito cheio e isso irrita. Os citys tours normalmente começam as 14 horas no Koricancha, vão pra Sacsayhuamán, e depois para Q’enqo e as ruínas seguintes.

Faça ao contrário. Comece por Q’enqo ou Sacsayhuamán e termine no Koricancha. Saia da horda de turistas, porque isso definitivamente estraga o lugar. Se possível, contrate um tour privado.

Nos tours mais baratos vendidos na praça de armas, você visitará as ruínas nos horários padrão, lotado de turistas.

 

4) Tente fugir do óbvio

Turistas em viagem ao Peru
Turistas! Turistas! Turistas! (isso é em Ollamtaytambo)

Cusco e as ruínas já viraram uma coisa muito “turistão” standard. Existe um pouco de assédio de vendedores aos turistas, isto é, gente te enchendo o saco para comprar lembrancinhas, bugigangas, etc…

O turismo em Machu Picchu é tão presente, que a entrada parece com um parque da Disney.

 

5) Cuidado com as expectativas

As ruínas em geral são interessantes quando olhadas de longe, pelo seu tamanho e conjunto (aliás, Ollantaytambo me impressionou mais que Machu Picchu).

Só nos primeiros vinte minutos são interessantes… mas depois de um tempinho, você começa a enjoar ao olhar as ruínas de perto, porque fica repetitivo.

Os Incas não desenhavam nas pedras, diferentes de outras civilizações sul-americanas como os Tiwanacus e Chimus. O que acontece? Não existem muitos detalhes nas ruínas quando olhadas de perto (compare com as ruínas de “chan chan”, em Trujillo, no norte do Peru, ou mesmo com as ruínas egípcias que são todas desenhadas e cheias de detalhes).

A história dos Incas é sim interessantíssima e vale a pena estudar pela riqueza de detalhes de sua história, cultura, rituais, tecnologia, etc… mas as ruínas não me encantaram tanto assim. Gostei mais de Tiahuanaco, na Bolívia.

 

Mais dicas sobre turismo em Machu Picchu

Não suba no Huayna Picchu se você tiver apenas um dia para explorar o parque. Logo que cheguei em Machu Picchu, fiz o tour guiado (umas duas horas) para explorar cerca 40% de Machu Picchu, depois tive que subir no Huayna Picchu porque o limite para subir a montanha mais alta é até às 11 horas.

O Huayna Picchu não é nada demais que valha muito a pena subir, e lá em cima fica congestionado porque perto do topo é estreito e íngreme, as pessoas empacam. Cansa muito subir, principalmente se você tiver mochila nas costas (deixe suas coisas no guarda volume da entrada de Machu Picchu).

Quando desci, já estava bem cansado e faltava mais 60% para conhecer. Queria andar por todos os cantos de Machu Picchu, mas aguentei andar mais uma hora e meia para tentar conhecer o resto, mas o cansaço era tanto que decidi ir embora.

Se você tiver feito o Valle Sagrado no dia anterior, e outros passeios, pegado trem, dormido pouco, você terá andando bastante, e a canseira física vai acumulando.

Dica: planeje-se para ir pelo menos 2 dias ao parque, para conhecer tudo sem pressa.

Outra dica: existem tours que são só em espanhol, e outros em espanhol e inglês (não vi só em inglês, mas deve existir). Contrate os tours feitos só em uma língua, porque você ganhará muito mais detalhes. As explicações bilíngues são muito superficiais (fiz o city tour só em espanhol, e as explicações foram boas; já no o Valle Sagrado em duas línguas, foi superficial).

 

Museus em Cusco

Visite os museus que ficam em Cusco, pelo menos os principais, são mais de vinte. Em especial, visite o Museo Inka (Avenida de La Cultura, 733). A grande dica: quando você for no Museo Inka, antes de entrar no museu, você encontra guias na bilheteria.

Peça por um guia. Fui duas vezes nesse museu. A primeira sem guia, sozinho entendi muito pouco sobre o que estava exposto. Aí voltei e fui com um guia, que me explicou bastante. Definitivamente, o guia faz muita diferença. Você paga ao guia o quanto quiser (eu dei 40 soles, mas acho que foi muito).

Lembre-se ainda que a cidade de Cusco possui diversas atrações e opções de restaurantes, igrejas, museus e baladas. Aproveite e veja opções de passeios para fazer em Cusco que considero imperdíveis para quem está na cidade e ainda dicas dos lugares mais visitados do Peru, além de Machu Picchu.

 

Qual melhor roteiro para Machu Picchu?

Machu Picchu é um sítio arqueológico que merece ser explorado com calma e atenção. Ressalto que, um guia para te acompanhar por toda sua caminhada e explicar cada templo, cada monumento e a história de cada lugar é essencial para que nada de sua visita seja deixado para trás.

Seguindo esses passos e percorrendo esses pontos turísticos, com certeza sua viagem será completa e inesquecível, aliando o roteiro com alguns tours guiados em Cusco. E você ainda voltará para casa com uma carga cultural extra e com o conhecimento de um povo misterioso e fascinante.

E você, tem alguma dica sobre o que ver em Machu Picchu? O que achou mais interessante em sua visita ou que não pode faltar quando for conhecer a cidade perdida dos Incas?

Até + !!!

 

ESCRITO POR

Carlos Santoro

ESCRITO POR

Carlos Santoro

Brasileiro. 34 anos. Brasília-DF. Advogado por formação, viajante por paixão. Viajar pra mim é auto-conhecimento, desprendimento, minimalismo, conhecer culturas, pessoas e sabores; também é conhecer bares, cervejas e festas diferentes; é, sobretudo, aproveitar a vida. Viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico.

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