
Joanesburgo
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Muita gente encara Joanesburgo apenas como um ponto de conexão para o Kruger Park ou para a Cidade do Cabo, mas a verdade é que a cidade merece muito mais do que uma simples escala no aeroporto.
Conhecida carinhosamente como “Jozi” ou “Joburg”, ela é o coração pulsante da África do Sul, uma metrópole vibrante, complexa e cheia de contrastes que te pegam de jeito logo na chegada.
Viajar para Joanesburgo é mergulhar de cabeça na história recente do país, entender as cicatrizes do passado e vibrar com a renovação urbana que tomou conta dos bairros centrais.
É uma cidade grande, com trânsito e agito, mas que carrega uma alma africana única. Se você busca férias em um lugar que mistura história profunda, compras de luxo e uma cena cultural efervescente, você acabou de encontrar seu destino.
Se eu tivesse que definir Joanesburgo em uma palavra, seria “intensidade”. A cidade não é apenas bonita para tirar fotos; ela é um lugar para sentir. É o destino ideal para quem gosta de história e quer entender a luta contra o Apartheid no local onde tudo aconteceu.
Famílias, casais e viajantes solo encontram aqui uma aula de vida a céu aberto, muito diferente do turismo puramente contemplativo de outras regiões.
Mas não é só de passado que vive a cidade. Joanesburgo é o centro financeiro e urbano do país. A vibe aqui é de criatividade e renascimento. Você vai encontrar galerias de arte descoladas ocupando prédios industriais antigos e mercados de fim de semana onde a comida e a música se misturam de um jeito que só a África sabe fazer.
É o lugar perfeito para começar ou terminar seu roteiro pela África do Sul, garantindo aquele choque cultural positivo que a gente tanto procura em uma viagem internacional.
O tamanho da cidade pode assustar no começo, mas as atrações turísticas são bem definidas. O grande destaque emocional, sem dúvida, é o Museu do Apartheid. É impossível sair de lá a mesma pessoa que entrou.
E falando em história, uma visita a Soweto é obrigatória. Conhecer a Vilakazi Street, a única rua do mundo onde moraram dois ganhadores do Prêmio Nobel da Paz (Nelson Mandela e Desmond Tutu), é uma experiência arrepiante.
Para quem curte uma pegada mais urbana e moderna, o bairro de Maboneng é o símbolo da revitalização da cidade, cheio de arte de rua, cafés e uma galera jovem. Já o contraste vem com a região de Sandton, onde fica a Nelson Mandela Square. Lá, o clima é de luxo, com shoppings gigantescos e arranha-céus espelhados que lembram grandes centros financeiros mundiais.
Outro ponto que vale a pena é o Constitution Hill, uma antiga prisão transformada em sede da Corte Constitucional, que resume bem a virada democrática do país.
Escolher a localização certa é fundamental para aproveitar o melhor de Joanesburgo, principalmente por questões de segurança e facilidade de locomoção. A infraestrutura hoteleira aqui é vasta, variando desde hotéis de luxo em regiões nobres até hostels econômicos e apartamentos de temporada bem localizados.
Para estar perto de bons restaurantes, shoppings e ter uma sensação maior de segurança para caminhar (dentro dos complexos), regiões como Sandton e Rosebank são as mais indicadas e as preferidas dos brasileiros. Oferecem facilidade de acesso ao Gautrain, o trem rápido da cidade.
Já para quem busca uma experiência mais alternativa e artística, bairros como Maboneng ou Melville oferecem ótimas opções de hotéis boutique e pousadas cheias de personalidade, embora exijam mais atenção nos deslocamentos noturnos. Abaixo, selecionamos nossos guias com as melhores opções para cada perfil.
Comer em Joanesburgo é uma aventura deliciosa. A cidade é um caldeirão de culturas, e isso se reflete no prato. Você precisa provar o tradicional Braai (o churrasco sul-africano), que é quase uma religião por lá.
Nos mercados de rua, como o Neighbourgoods Market, dá para provar desde pratos típicos da culinária malaia do Cabo até carnes de caça, como avestruz ou cudu, se você for mais ousado.
A cultura local é contagiante. O povo sul-africano é extremamente acolhedor e musical. Não estranhe se, no meio de um passeio ou jantar, começar uma cantoria ou uma dança espontânea. Essa alegria, misturada com a diversidade de 11 idiomas oficiais, cria uma atmosfera que você não encontra em nenhum outro lugar do mundo.
O clima em Joanesburgo é relativamente ameno, mas tem suas peculiaridades. O inverno (de junho a agosto) é seco e ensolarado, ideal para quem vai esticar a viagem para um safári, pois a vegetação baixa facilita ver os animais. Mas prepare-se: as noites são bem frias.
Já o verão (dezembro a fevereiro) é quente e traz as chuvas, muitas vezes na forma de tempestades de fim de tarde que limpam o céu logo em seguida. As estações intermediárias, como primavera e outono, são ótimas para pegar temperaturas agradáveis e fugir dos extremos.
Planejar uma ida à África do Sul exige atenção a alguns detalhes práticos. O primeiro deles é o transporte: em Joanesburgo, o transporte público não é o forte para turistas.
O ideal é usar e abusar do Uber, que funciona super bem e é seguro, ou contratar transfers privados. Alugar carro vale a pena se você já estiver acostumado com a mão inglesa, mas o trânsito pode ser pesado.
A moeda é o Rand, e o custo de vida costuma ser vantajoso para brasileiros, o que permite comer bem e ficar em bons hotéis sem gastar uma fortuna. Sobre segurança: é preciso ficar esperto, sim.
Evite andar a pé à noite em ruas desertas e mantenha seus pertences sempre por perto, a mesma lógica que usamos nas grandes capitais do Brasil. Ah, e não esqueça do adaptador de tomada, o padrão sul-africano é bem específico (três pinos grandes redondos).
Abaixo, você encontra nossos artigos detalhados com roteiros, dicas de hotéis, passeios imperdíveis e tudo o que publicamos sobre Joanesburgo. Boa leitura e boa viagem!