O que fazer em Myanmar: Roteiro de 6 ou 9 dias

O que fazer em Myanmar: Roteiro de 6 ou 9 dias

Evidentemente, “quantos dias ficar” num destino é uma questão bastante relativa, que depende de fatores que são subjetivos para cada viajante (quanto tempo você tem, qual é seu grau de interesse, a sua disposição para bater perna, etc). Mas, para que se tenha uma base, recomendo duas alternativas sobre o que fazer em Myanmar, ambas para o mesmo roteiro: 6 dias, sendo 2 em cada uma das 3 cidades abordadas nesta matéria; ou 9 dias, com 3 em cada uma delas.

Eu fiz a primeira opção, que obviamente, é mais corrida – mas factível. Claro que o ideal é fazer tudo com mais calma (e por isso a opção de diluir a programação em 3 dias para cada cidade é uma boa), mas muitas vezes somos limitados pelas circunstâncias! No meu caso, eu tinha 1 mês para viajar pelo Sudeste Asiático, e apesar de Myanmar ser minha prioridade, eu também queria muito conhecer outros países na região…

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Praticamente todos os ocidentais que viajam para essa parte do mundo também visitam mais de um país na mesma viagem, então, se for para Myanmar, cabe a você escolher a opção que melhor se encaixa em seus planos!

Para maiores detalhes sobre as principais atrações de cada uma, acesse o artigo com as principais cidades e 11 pontos turísticos imperdíveis em Myanmar!

 

Yangon

DIA 1: pronto para ficar de queixo caído logo em seu primeiro dia em Myanmar? Começando pelos pontos de interesse que ficam mais ao norte da área turística da cidade, e fazendo todos os percursos de táxi, visite primeiro o pagode (“paya”) Chauk Htat Gyi, que guarda um impressionante Buda reclinado. Dali, siga para o Bogyoke Park, que tem um lago onde fica ancorado o belíssimo Karaweik (Barco Real birmanês). Já no meio da tarde, vá para a maior joia de Myanmar: o pagode Shwedagon. Fique lá até de noite, para poder conferir seu esplendor tanto sob a luz do sol, quanto da iluminação artificial.

Primeira parada: o Buda reclinado!

 

 
 

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A beleza inacreditável do Shwedagon Paya.

 

DIA 2: dia de caminhar pelo centro de Yangon! Comece visitando a catedral anglicana Holy Trinity (herança dos tempos de colonização britânica). Em seguida, caminhe algumas quadras na direção oposta da mesma avenida (Bo Gyoke Rd.), até a bela catedral de St. Mary (esta, católica). Voltando pelo mesmo caminho, vire à esquerda na avenida principal (Sule Pagoda Rd.) e siga até o templo de mesmo nome, que também é muito antigo e sagrado para os birmaneses, mas fica encravado bem no meio do trânsito caótico! Logo ali ao lado, visite a praça Mahabandoola Garden, na qual estão o Independence Monument e alguns edifícios coloniais britânicos, além do prédio da prefeitura. Continue no sentido sudeste e termine a exploração de Yangon em mais um pagode incrível e único, já na beira do Rio Irrawady: o Botataung.

Poço de oferendas do pagode Botataung.

 

O Rio Irrawady, que atravessa Myanmar.

 

Mandalay

DIA 3: Como a cidade é bem esparsa, alugue um táxi ou moto-táxi e passe o dia com ele. Tendo o Royal Palace como referência, comece o passeio por duas atrações que ficam a sudoeste dele: o impressionante monastério de madeira Shwe In Bin Kyaung e o importante pagode Maha Myat Muni, com seu enorme Buda de ouro maciço e pedras preciosas.

   

Volte para a zona central e visite o próprio Royal Palace, que apesar de bonito, não tem nada de muito especial por dentro de suas construções (as quais não são originais, uma vez que o complexo foi destruído na 2ª Guerra Mundial). Junto à sua ponta nordeste, fica a Mandalay Hill (Colina de Mandalay). Mas antes de subi-la para ver a linda vista e o pôr-do-sol, visite os diversos monastérios e pagodes que estão concentrados ao pé da colina e todos próximos uns dos outros.

Cada um tem uma peculiaridade: o Shwenandaw tem um trabalho em madeira primoroso e é a única parte que restou do Royal Palace original; o Shwe Kyi Myin tem 2.000 anos; o Sandamuni tem o maior Buda de ferro do mundo; o Buda do Kyauk Taw Gyi foi esculpido a partir de uma única e enorme pedra de mármore; e o Kuthodaw tem 729 estupas brancas que contêm, cada uma, uma parte gravada em pedra do “Tripitaka”, o texto mais sagrado do budismo Theravada.

Cerimônia no Maha Myat Muni Paya.

 

Vista panorâmica de cima de uma das torres do Royal Palace.

 

DIA 4: dia de viajar um pouco por terra! Novamente em seu táxi ou moto-táxi, vá para Sagaing, ao sul de Mandalay. Você passará por uma grande ponte sobre o Rio Irrawady, que corta todo o país, e do outro lado da margem subirá a Sagaing Hill (Colina de Sagaing), que tem vistas espetaculares da região, além de vários pagodes (o principal é o Soon Oo Pon Nya Shin). Depois, vá para Amarapura, onde fica a famosa ponte U Bein, e permaneça lá até o pôr-do-sol.

Refrescando com uma cerveja Myanmar na frente da ponte U Bein!

 

Pôr-do-sol visto de cima da ponte U Bein.

 

Bagan

DIA 5: A bordo de algum veículo motorizado alugado por todo o dia, explore a região visitando todos os templos que conseguir, aproveitando para ir aos mais distantes e deixando para fazer um circuito menor de bike no dia seguinte.

Como existem cerca de 3.000 pagodes, é óbvio que você só conseguirá conhecer uma parcela mínima deles, mas a boa notícia é que a maioria das construções são pequenas e semelhantes entre si – o que dispensa sua visitação e te permite focar nos templos mais importantes. A lista destes está na seção 11 pontos turísticos imperdíveis em Myanmar!

   
Apenas um dos 3.000 templos de Bagan…

 

Em cima de um templo, tirando uma selfie com Buda!

 

DIA 6: Alugue uma bike e visite os templos principais faltantes, fazendo um percurso menos extenso que o do dia anterior.

Descansando um pouco da imensidão de Bagan…

 

O fantástico pôr-do-sol em Bagan.

– Observação – passeio de balão em Bagan: caso você queira voar de balão pela região, o recomendado é fazer isso no seu último dia em Myanmar, para fechar a jornada com chave de ouro! Mas saiba que eles ocorrem bem cedo, com o dia nascendo, e que são indicados para quem tem mais tempo (já que conhecer os principais templos por terra, subindo e entrando neles, é fundamental), e, principalmente, para quem não se importa em desembolsar de US$ 300 a US$ 400 por pessoa – lembrando que, como tudo quando se trata de viagens, é bom pesquisar e reservar antes, para garantir as melhores condições. As principais empresas são a Bagan Ballon e a Oriental Ballooning.

Roteiro de viagem em Myanmar

Gostou do artigo? Se você tem dicas sobre como planejar o roteiro, ou o que fazer em Myanmar, deixe aqui nos comentários! Claro, fique à vontade para tirar suas dúvidas!

 

O que fazer em Myanmar:

ESCRITO POR

Eduardo Q.

ESCRITO POR

Eduardo Q.

Brasileiro/italiano, bacharel em Direito pela USP, músico, blogueiro... Mas acima de tudo, um CIDADÃO MUNDIAL - é assim que eu me definiria! Depois de ter vivido a maior parte da minha vida no Brasil e, por períodos menores, na Argentina, nos EUA, na Itália e na Nova Zelândia, atualmente eu moro numa das minhas cidades favoritas no mundo: Barcelona, na Espanha. Ao longo do tempo, essas experiências, somadas à tradição da minha família em explorar o mundo (meu avô e meu pai também foram grandes viajantes), me tornaram um total viciado nisso... E como eu também curto muito escrever, acabei virando colaborador da revista Viagem & Turismo (da Editora Abril) e de sites como o Whiplash.net e QueroViajarMais.com, até que em 2017, finalmente criei meu próprio blog/perfil de viagens: o CIDADANIA MUNDIAL!

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Comentários do post

  1. Pablo Garcia

    Muito boas as dicas, só fiquei com uma dúvida, como ir de uma cidade a outra? Qual a melhor e mais rápida opção?

  2. Guilherme Tetamanti

    Oi Pablo, Leia o artigo com informações gerais sobre Myanmar. Abraços