
Paraty
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Caminhar por Paraty é como fazer uma viagem no tempo sem precisar de uma máquina. Localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro, essa cidadezinha é um daqueles raros lugares onde a história e a natureza decidiram dar um aperto de mão e criar algo único.
Entre o verde intenso da Mata Atlântica e o azul calmo do mar, você encontra um casario colonial preservado que é, com toda a justiça, Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Se você está planejando viajar para Paraty, prepare-se para um ritmo diferente. Nada de pressa ou buzinas. Aqui, a vida acontece no tempo das marés e das caminhadas lentas pelas pedras irregulares do centro.
Seja para um fim de semana romântico ou para férias em Paraty com a família, o destino entrega uma mistura deliciosa de cultura, gastronomia de primeira e praias que parecem saídas de um filme.
O grande barato de Paraty é que ela consegue ser rústica e sofisticada ao mesmo tempo. É o lugar perfeito para quem quer se desconectar da correria urbana, mas não abre mão de um bom vinho e de uma cama confortável.
Para os casais, o clima é de puro romance, com luzes baixas refletindo nas poças d’água das ruas de pedra. Já os aventureiros encontram trilhas, cachoeiras e um litoral recortado que implora para ser explorado de barco.
Mas ó, vou te dar uma dica de amigo: o que realmente faz a gente se apaixonar por aqui é a energia. Existe um “quê” de mistério e aconchego nas fachadas brancas com janelas coloridas.
É o tipo de destino que te convida a guardar o celular (com cuidado para não tropeçar, claro!) e simplesmente observar o tempo passar enquanto toma um café ou uma dose da famosa cachaça local.
A cidade é dividida entre o charme histórico e as belezas naturais dos arredores. O Centro Histórico é a alma de tudo. É lá que estão a Igreja de Santa Rita, o cartão-postal da cidade, e a Casa da Cultura.
Andar por essas ruas exige um calçado bem confortável, pois o calçamento de pedras “pé-de-moleque” é um desafio e tanto para os desavisados.
Saindo do miolo histórico, as opções se multiplicam. A vila de Trindade é um paraíso à parte, com praias selvagens como a Praia do Meio e a Piscina Natural do Cachadaço.
Para quem busca algo mais exclusivo, o Saco do Mamanguá é o único fiorde tropical do mundo e oferece um visual de tirar o fôlego. Já para quem prefere água doce, o Caminho do Ouro guarda cachoeiras incríveis como a do Tobogã e poços cristalinos que lavam a alma.
Escolher a localização certa é fundamental para aproveitar o melhor de Paraty. A infraestrutura hoteleira aqui é vasta, variando desde hotéis de luxo em regiões nobres até hostels econômicos e apartamentos de temporada bem localizados.
Para estar perto das principais atrações turísticas, regiões como o Centro Histórico e o bairro do Pontal são as mais indicadas, oferecendo facilidade de deslocamento a pé para a gastronomia e o comércio.
Já para quem busca uma experiência mais tranquila ou contato direto com a natureza, bairros como o Caborê ou pousadas isoladas na região da Rio-Santos oferecem ótimas opções de hotéis boutique e refúgios charmosos.
A comida em Paraty é um evento por si só. A cidade faz parte da Rede de Cidades Criativas da Gastronomia da UNESCO, então você já pode imaginar o nível dos pratos.
O forte são os peixes e frutos do mar, muitas vezes servidos com o tradicional pirão ou a famosa farofa de banana da terra. E não dá para falar de Paraty sem mencionar a cachaça. Os alambiques locais são premiadíssimos e vale muito a pena visitar um para entender o processo de produção.
No lado cultural, a cidade ferve. O evento mais famoso é a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), que transforma as ruas em um grande palco de ideias.
Mas, independentemente da época, você sempre vai encontrar música ao vivo nos bares e artistas expondo suas obras nas calçadas. É um lugar que transpira arte em cada esquina.
Paraty é um destino para o ano inteiro, mas o clima pode ser um pouco manhoso. No verão, o calor é intenso e as praias ficam perfeitas, mas é a época que mais chove, a famosa “Parati”, nome que os locais dão para a chuva fina e persistente.
Se você quer fugir da água, os meses de inverno (junho a agosto) são os mais secos e oferecem aquele friozinho gostoso para curtir os festivais.
Se você gosta de badalação, os feriados prolongados e as datas de eventos como o Festival da Cachaça ou o Bourbon Festival são ideais. Agora, se a ideia é sossego total e preços mais amigáveis, tente ir no meio da semana ou nos meses de baixa temporada como maio e setembro.
Para chegar até aqui, o caminho mais comum é de carro ou ônibus partindo do Rio de Janeiro ou de São Paulo. A viagem pela estrada Rio-Santos é lindíssima, mas exige atenção pelas curvas.
Uma dica valiosa: em Paraty, esqueça os saltos altos ou sapatos de sola lisa. As pedras do centro histórico são traiçoeiras e o ideal é usar um tênis ou uma sandália bem firme.
Sobre o transporte interno, o melhor é fazer tudo o que puder a pé no centro. Para as praias mais distantes, os passeios de escuna ou lanchas rápidas que saem do Cais de Paraty são a melhor pedida. Eles te levam a lugares que o carro não alcança.
E olha, não esqueça o repelente! Por ser uma região de mata preservada, os borrachudos costumam ser visitantes frequentes e bastante animados.
Abaixo, você encontra nossos artigos detalhados com roteiros, dicas de hotéis e tudo o que publicamos sobre Paraty. Boa leitura e boa viagem!
Saindo do Rio de Janeiro (250km) ou de São Paulo (270km), o acesso principal é pela rodovia Rio-Santos (BR-101). A viagem dura entre 4 e 5 horas. Há ônibus frequentes saindo da Rodoviária Novo Rio (RJ) e da Rodoviária do Tietê (SP).
Não, a circulação de carros é proibida na maior parte do Centro Histórico para preservar o calçamento e o casario. Você deve deixar o carro nos estacionamentos ao redor e seguir a pé.
Depende do seu estilo. As escunas são mais baratas, têm música e serviço de bordo, ideais para grupos. Já as lanchas (taxis marítimos) permitem um roteiro personalizado e acesso a praias mais exclusivas e vazias, como as do Saco do Mamanguá.
O item indispensável é um calçado confortável (tênis ou sandália fechada) para caminhar nas pedras. Não esqueça repelente, protetor solar, roupas leves para o dia e um casaco leve para as noites, que costumam refrescar mesmo no verão.