Pousar na Islândia é o mais próximo que a gente consegue chegar de visitar outro planeta sem sair da Terra. É um lugar onde a natureza não só manda no jogo, como dita as regras todos os dias.
De um lado, você tem geleiras imensas que parecem infinitas; do outro, vulcões ativos que lembram que o chão sob nossos pés está bem vivo.
Viajar para a Islândia não é apenas fazer turismo, é viver uma expedição sensorial onde o vento corta, a água ferve no chão e o céu pode ser pintado de verde a qualquer momento pela Aurora Boreal.
Eu confesso que, na primeira vez que dirigi pela Ring Road, parei o carro a cada dez minutos. A escala das coisas aqui é diferente. As cachoeiras não são apenas quedas d’água; são forças da natureza que fazem a gente se sentir minúsculo.
É o destino definitivo para quem ama aventura, fotografia e aquela sensação de isolamento que só os confins do Atlântico Norte conseguem proporcionar.
Por que a Islândia deve estar no topo da sua lista?
A Islândia é um dos poucos lugares no mundo onde você pode caminhar dentro de uma caverna de gelo de manhã e relaxar em uma piscina termal natural à tarde.
Ela é perfeita para quem tem espírito explorador, seja você um viajante solo atrás de silêncio ou um casal em busca de cenários surreais para uma viagem romântica nada óbvia.
O que faz esse país ser tão especial é o contraste. Eles chamam aqui de “Terra do Gelo e do Fogo” por um motivo real. Você vê o vapor saindo das fendas na terra enquanto pisa em neve fresca.
É um destino autoritativo quando o assunto é natureza bruta, e a melhor parte é que a infraestrutura é excelente, permitindo que até quem não é expert em trilhas consiga acessar lugares que parecem cenário de filme de ficção científica.
Regiões e maravilhas que você precisa explorar
A maioria das viagens começa por Reykjavik, a capital mais ao norte do mundo, que é super charmosa, cheia de casinhas coloridas e uma cena artística vibrante.
De lá, o roteiro clássico é o Círculo Dourado, onde você encontra a imensa cachoeira Gullfoss, a área geotérmica de Geysir (onde a terra literalmente cospe água quente) e o Parque Nacional Thingvellir, onde dá para ver a fenda entre as placas tectônicas da Europa e da América.
Se você tiver mais tempo, o Sul da Islândia é onde estão as paisagens mais famosas, como a praia de areia preta de Reynisfjara e a lagoa glacial de Jökulsárlón, onde icebergs azuis flutuam calmamente em direção ao oceano.
Para quem busca algo mais selvagem, os Fiordes do Oeste oferecem uma paz absoluta, enquanto o norte, perto de Akureyri, guarda o lago Mývatn, cercado por formações vulcânicas que parecem a superfície da lua.
Dicas de hospedagem: onde ficar na terra dos vulcões
A hospedagem na Islândia é uma parte estratégica da logística. Em Reykjavik, ficar perto da rua Laugavegur garante que você faça tudo a pé e esteja perto dos melhores bares e cafés. Hotéis como o Sand Hotel ou o moderno Kvosin Downtown Hotel são ótimas opções.
Já no interior, a experiência muda. O país é famoso pelos seus hotéis isolados, desenhados para que você possa ver a Aurora Boreal da janela do quarto. O ION Adventure Hotel, construído em uma antiga base de usina geotérmica, é um ícone de arquitetura e luxo sustentável.
Se você estiver com o orçamento apertado, os hostels e as guesthouses rurais são limpíssimos e oferecem aquela hospitalidade islandesa raiz. Muitos viajantes também optam por alugar uma Campervan, transformando o próprio transporte em hotel, o que dá uma liberdade absurda para dormir onde a paisagem for mais bonita.
Gastronomia e cultura nórdica
Não se deixe assustar pelas histórias de tubarão podre! A gastronomia islandesa moderna é incrível e foca muito em ingredientes frescos. O cordeiro islandês é considerado um dos melhores do mundo porque os animais pastam livremente pelas montanhas.
E os peixes, claro, são o ponto alto: lagostins, bacalhau e o famoso salmão do Ártico estão em quase todos os menus.
Um hábito que eu amo aqui é a cultura das piscinas públicas aquecidas. Todo vilarejo tem uma, e é lá que os islandeses se reúnem para fofocar e relaxar.
Se quiser algo mais famoso, a Blue Lagoon ou a Sky Lagoon oferecem aquela experiência de spa luxuoso em águas termais azul-turquesa que rendem fotos incríveis e um relaxamento profundo após dias de estrada.
Melhor época para planejar sua jornada
A decisão de quando ir muda completamente a sua viagem. Se o seu sonho é ver a Aurora Boreal, você precisa ir entre setembro e março, quando as noites são escuras. Mas prepare-se para o frio intenso e dias bem curtos.
Já o verão (junho a agosto) é a época do Sol da Meia-Noite. O sol nunca se põe totalmente, o que significa que você pode visitar cachoeiras às duas da manhã com luz do dia e sem nenhum outro turista por perto.
É o período ideal para fazer trilhas nas Terras Altas (Highlands) e ver os famosos papagaios-do-mar (Puffins) que formam ninho nos penhascos.
Dicas úteis para sua viagem à Islândia
A primeira coisa: alugue um carro 4×4 se pretende sair da estrada principal. O tempo na Islândia muda em questão de minutos e o vento pode ser forte o suficiente para arrancar a porta de um carro (sem exageros, segure a porta ao abrir!).
Sobre custos, sim, a Islândia é um país caro. Uma dica para economizar é comprar comida nos supermercados Bónus e cozinhar na sua hospedagem.
Outro ponto importante: você não precisa de dinheiro em espécie para absolutamente nada. Do hot-dog na rua ao banheiro público no meio do nada, tudo é pago com cartão ou aproximação.
E não esqueça de baixar o app SafeTravel, que dá alertas em tempo real sobre condições das estradas e ventos fortes, sua segurança aqui depende muito de estar bem informado.
Perguntas frequentes sobre a Islândia
Qual é a melhor época para ver a Aurora Boreal na Islândia?
A melhor janela vai de meados de setembro até o final de março. É necessário que o céu esteja limpo (sem nuvens), que haja atividade solar e, claro, que esteja bem escuro. Existem diversos aplicativos de previsão de Aurora que ajudam muito a “caçar” as luzes no momento certo.
Brasileiro precisa de visto para visitar a Islândia?
Não para estadias de turismo de até 90 dias. A Islândia faz parte do Espaço Schengen, então as regras são as mesmas de outros países europeus: passaporte válido, seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros e comprovantes de hospedagem e recursos financeiros.
É seguro dirigir na Islândia para quem não tem experiência na neve?
No verão, as estradas principais (como a Ring Road) são fáceis de dirigir. No inverno, o cenário muda: gelo na pista e ventos laterais fortíssimos são comuns. Se você não se sente seguro, existem diversos tours que saem de Reykjavik e cobrem as principais atrações com motoristas profissionais.
A água da torneira na Islândia é potável?
Mais do que potável, é uma das águas mais puras e saborosas do mundo! Não gaste dinheiro comprando água engarrafada. Leve sua garrafa reutilizável e encha em qualquer torneira. Curiosidade: a água quente pode ter um leve cheiro de enxofre devido à origem geotérmica, mas a água fria é perfeita.