China
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a planejar sua viagem para a China
A China é um contraste ambulante, aquele lugar que parece estar dez anos à frente do resto do mundo e, ao mesmo tempo, preserva tradições de milênios atrás.
Localizada no leste da Ásia, ela é o terceiro maior país do mundo em área, o que já dá uma dica de que uma viagem só nunca será suficiente para ver tudo. É um destino que vibra entre o barulho frenético das metrópoles tecnológicas e o silêncio absoluto das montanhas sagradas.
Viajar para a China é se permitir viver um choque cultural constante, mas daqueles que fazem a gente crescer. A “vibe” por lá varia muito: você encontra o luxo futurista de cidades que nunca dormem e a paz bucólica de vilarejos que parecem ter parado no tempo.
Seja pela história da Rota da Seda ou pela comida que não tem nada a ver com o que a gente conhece nos shoppings daqui, passar as férias na China é, sem dúvida, uma das experiências mais intensas que um viajante pode ter.
O que mais impressiona nesse gigante asiático é a escala de tudo. É tudo muito grande, muito rápido e muito organizado à sua própria maneira. Mas ó, não se assuste com o tamanho.
A China é um destino para todos: desde o mochileiro que quer explorar as montanhas de Avatar até o turista que busca o conforto dos melhores hotéis do mundo em Xangai. A força do país está justamente nessa capacidade de se reinventar sem apagar o passado.
Um dos pontos fortes únicos é a sensação de estar no centro do mundo atual. Ver de perto como a tecnologia facilita a vida deles é de cair o queixo. Mas, por outro lado, existe uma conexão emocional forte com a natureza e com a filosofia que a gente só entende quando pisa lá.
É um lugar que te desafia a sair da zona de conforto e recompensa com paisagens que parecem pinturas em aquarela. É um baita destino, viu?
Como a China é um mundão, o ideal é focar nas regiões que mais combinam com você.
Começando pela capital, Pequim (Beijing), que é onde o coração histórico bate forte. É lá que você encontra a Cidade Proibida e, claro, serve de base para conhecer a imponente Grande Muralha da China.
Já Xangai é a cara do futuro, com o horizonte iluminado do Bund e prédios que tocam as nuvens.
Se você busca a China dos filmes e da história antiga, precisa ir para Xi’an ver de perto o Exército de Terracota. Para quem prefere natureza e cenários de tirar o fôlego, a região de Guilin e o Rio Li oferecem montanhas cársticas que são cartão-postal do país.
E não podemos esquecer de Chengdu, a terra dos pandas, e da vibrante Hong Kong, que mistura a cultura britânica com a alma chinesa de um jeito único. Cada província é quase um país diferente, com dialetos e costumes próprios.
A hospedagem na China é uma parte essencial da experiência de viagem, e o legal é que o país oferece uma estrutura turística completa que atende a todos os orçamentos e estilos.
Você encontrará desde resorts all-inclusive e hotéis de super luxo nas grandes metrópoles até pousadas rústicas e intimistas imersas nas montanhas. A hotelaria chinesa evoluiu absurdamente nos últimos anos, então o padrão de conforto costuma ser bem alto.
Em grandes centros urbanos, como Pequim e Xangai, há uma forte presença de grandes redes hoteleiras internacionais, o que facilita muito a vida de quem não fala o idioma local.
Já em bairros históricos, o destaque fica para os Hutongs, onde você pode se hospedar em casas tradicionais com pátios internos que são um charme só.
No litoral e no interior, o destaque fica para acomodações que integram o conforto moderno com a paisagem local, como os hotéis boutique em vilas antigas.
Esqueça o que você sabe sobre comida chinesa no Brasil. Lá, a gastronomia é uma arte levada muito a sério e varia drasticamente de região para região. Você vai encontrar desde o famoso Pato de Pequim, com sua pele crocante, até os pratos super apimentados de Sichuan que fazem a língua formigar.
Comer um Dim Sum autêntico em um café da manhã tradicional é uma experiência que você não pode deixar passar.
A cultura também é onipresente. O chá não é apenas uma bebida, é um ritual de hospitalidade. Ver os idosos praticando Tai Chi nos parques logo cedo ou observar a precisão da caligrafia chinesa mostra um povo que valoriza a disciplina e a paciência.
É um povo muito trabalhador e, embora a barreira do idioma exista, eles costumam ser muito prestativos com quem tenta se comunicar com um sorriso.
A melhor época para viajar para a China é, sem dúvida, durante a primavera (abril e maio) ou o outono (setembro e outubro). Nessas janelas, o clima está mais ameno e as paisagens ficam lindas, seja com as flores de cerejeira ou com as folhas avermelhadas.
O inverno pode ser rigoroso demais no norte, enquanto o verão costuma ser muito quente e úmido na maior parte do país.
Mas um aviso de amigo: evite a todo custo as semanas de feriados nacionais, como a “Golden Week” em outubro e o Ano Novo Chinês. Nessas datas, o país inteiro viaja e os pontos turísticos ficam lotados de um jeito que a gente nem consegue imaginar.
Planejar com antecedência é o segredo para não passar perrengue e conseguir bons preços.
Para entrar na China, a maioria dos viajantes brasileiros precisa de visto, então comece a olhar isso com tempo. A moeda é o Renminbi (ou Yuan), mas o que manda lá hoje em dia é o pagamento pelo celular via Alipay ou WeChat Pay.
Quase ninguém usa dinheiro de papel ou cartão de crédito comum nas ruas, então se preparar digitalmente é fundamental.
Sobre a internet, o país tem o “Grande Firewall”, o que significa que muitos sites e redes sociais que usamos aqui não funcionam lá sem uma VPN. O transporte interno é um espetáculo à parte, com trens de alta velocidade que ligam as principais cidades de forma rápida e super eficiente.
No começo pode parecer confuso, mas depois que você entende como as coisas funcionam, a China se torna um dos destinos mais práticos de viajar.
Abaixo, você encontra nossos artigos detalhados com roteiros, dicas de hotéis e tudo o que publicamos sobre a China. É um destino que exige um pouquinho mais de planejamento, mas que entrega memórias para a vida toda.
Boa leitura e aproveite cada segundo dessa jornada!
Sim, cidadãos brasileiros precisam de visto para entrar na China continental. O processo deve ser feito junto ao Consulado ou Embaixada da China no Brasil. Existe uma exceção de isenção de visto de trânsito (72h ou 144h) para algumas cidades específicas se você estiver apenas de passagem para um terceiro país, mas para turismo regular, o visto é obrigatório. Confira a informação no site oficial.
A China bloqueia diversos serviços ocidentais como Google, WhatsApp, Instagram e Facebook. Para utilizá-los, a maioria dos viajantes usa uma VPN (Virtual Private Network) instalada antes de chegar ao país. Outra opção é utilizar um chip de roaming internacional de alguns países vizinhos que, às vezes, contornam o bloqueio.
A China é uma sociedade quase sem dinheiro em espécie. A forma predominante de pagamento é via QR Code pelos aplicativos Alipay ou WeChat Pay. Atualmente, esses apps já permitem que estrangeiros cadastrem cartões de crédito internacionais (como Visa ou Mastercard), facilitando muito a vida do turista.
Nas grandes cidades e hotéis internacionais, é possível se virar com o inglês. No entanto, em áreas menos turísticas, a barreira do idioma é real. O uso de aplicativos de tradução que funcionam offline e ter o endereço do hotel escrito em caracteres chineses (mandarim) ajuda muito. O povo chinês costuma ser paciente e prestativo com turistas.