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Você conhece o perfil do viajante brasileiro???

Um detalhe que me chama muita atenção nas viagens: países de população muito menor que o do Brasil têm muito mais viajantes espalhados pelo mundo. Após horas somadas em mesas de boteco, sentada em meio-fios e abrindo a geladeira pra pensar em dia de chuva, cheguei a algumas conclusões.

Você que tem de 25 anos pra frente e é da classe média normal pra baixo, provavelmente já vivenciou algumas dessas situações:

 

  • Viu pessoas no recreio exibindo moletons da Hard Rock Café, Tommy ou Guess;
  • Entrou no quarto daquela menina riquinha da turma e viu um Mickey de pelúcia na cama dela AND uma foto dela com o pateta em frente ao castelo da Cinderela;
  • A maioria dos seus amigos nunca tinham voado na vida, e os que fizeram era invariavelmente pra Disney;
  • Se tinha algum parente ou conhecido morando fora do país, era ilegal, e não raro ouvia histórias assustadores de como os sul-almericanos eram tratados como macacos e recebiam perguntas do estilo “no brasil tem luz elétrica?”;
  • Ficava louco quando sabia de alguém indo para a o exterior pra fazer algumas encomendinhas (ok, essa ai não mudou nada).

É pessoal, a mais ou menos 10 anos atrás, os vôos ainda tinham preço de ouro. Voar significava status, todos da classe media queriam realizar o sonho dos filhos e manda-los para a Disney no anoversário de 15 anos e assim colocá-los numa situação de privilégio diante das outras crianças. Todas es pessoas que viajavam para a Europa tinham um poder aquisitivo alto para qualquer país do mundo e assim viviam um alto padrão de vida onde quer que fossem, com hotéis de luxo e Ferraris alugadas, e voltavam para a “selva” contando como não havia lixo em lugar algum, os eletrônicos eram muito mais avançados que os nossos, e o Mac Donalds tinha Fanta morango. E nós sonhavamos com esses países, eu principalmente com a Fanta morango.

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O perfil do viajante brasileiro.

Um belo dia nossa economia melhorou e uma mágica aconteceu: passagens de aviões mais baratas que as de ônibus, viagens para o exterior mais baratas que para o próprio pais, e aquele sonho de infância se tornou possível. Porém, a velocidade dos acontecimentos foi mais rápida que do nosso modo de pensar.

Economia aquecida, vôos baratos, o mundo pela frente. Finalmente poderíamos tirar as fotos no meio de um campo de girassóis em frente a um castelo na Europa, e comprar grifes sem ser por encomenda, e até mesmo bater um papo com o Pateta. Porém, queríamos realizar aqueles sonhos das pessoas ricas, e manter o mesmo padrão: hotel, all included, transfer, carro alugado, e assim vai. Acontece que em todo mundo existem pessoas com o nosso padrão de vida, e isso as pessoas ricas não nos contam. Para nós, qualquer mendigo da Suíça é mais rico que a gente, e jamais poderíamos fazer viagens longas como esses europeus que ganham 100.000 dólares em 6 meses como babá ou garçom. Não, absolutamente não.

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Por mais que nossa economia tenha melhorado e os preços caído, não nos tornamos ricos. Não podemos manter um nível de viagem como esse por mais de semanas, estourando, um mês. E aí vemos os gringos mostrando uma lista de países visitados e julgamos que o modo de vestir deles meio maltrapilho é só um jeito excêntrico de um riquinho nórdico. Ah, se você pudesse ser ao menos o mendigo do país dele, não é?

E qual nossa surpresa ao descobrir que eles não ganham muito mais que você? E ao perguntar a mágica, descobre-se que muita gente já viabilizou essas nossas limitações financeiras sem incluir dinheiro algum, e continuamos duvidando. Ouve-se coisas do tipo “não vou ser mão-de-obra barata pra gringo” e todos esses complexos de Brasil colônia. Se acrescentarmos que europeus, americanos e australianos são os que mais aderem, pensamos que provavelmente são hippies que receberão ajuda da família rica a qualquer hora.

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Na europa, reconheço, eles sao mais bem remunerados em trabalhos básicos como pintores e faxineiras. Por outro lado, isso faz com que empregadas e jardineiros sejam algo extremamente caros e que eles podem viver muito bem sem. Sabem bem o trabalho de qualquer lavador de pratos, e reconhecem que qualquer trabalho é trabalho, e aceitam qualquer lugar para se hospedar que caiba no bolso. Qualquer lugar eu digo é de qualquer lugar MESMO. Lugares que infelizmente eu duvidaria encontrar qualquer brasileiro por ali. E assim, um viaja por um mês, o outro por quatro. Sem carro de aluguel, só na carona, sem compras de grife, só no mercadão da rua, preferindo países como a Índia por ser mais barata ao invés de Paris. Vida sem luxo, que os leva longe. Vida que nós acreditávamos ser privilégio só nosso, de terceiro mundo, e que não acreditamos que um ser da França ou da Alemanha seria capaz de suportar.

Não digo que seja nossa culpa de pensar assim, apenas que precisamos mudar. Nossas viagens devem ser definidas pelos nossos objetivos, não pelo quanto de dinheiro temos. Definimos o que queremos fazer e assim damos o jeito com o dinheiro que temos, não o oposto. E um dia eu irei ouvir o nosso amado português em qualquer buraco que me meter.

Boto fé!

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Sobre Aloha Eveline

Meu sobrenome é Silva e Souza, nunca fui melhor aluna da sala nem a mais popular đa rua, não sou malhada, iluminada, rica ou invejada. Porém, usufruo absurdamente do direito de ir e vir. Acompanhe minhas viagens pela FanPage Alo Alo Marciano.

4 Comentários

  1. Excelente texto! Me fez refletir que, por 3 décadas, esperei meu momento p/ viajar fora e, pasmem! No começo a gente se deslumbra e se propõem a levar o kit luxo (tranfer, city tour, etc.). Mas aí a ficha cai e percebemos que p/ sentir o lugar de verdade, têm que ficar “no chão”:comer na rua, diárias mais baratas, transportes públicos, museus grátis,visitas aos mercados, um momento p/ concluir que pessoas de outras nacionalidades fazem igual!! Verdadeiras experiências que trazemos na bagagem para concluir que, no final, estamos no meio da estrada… Que bom!!!

    • Oi Shirley,

      Exatamente como eu penso 🙂

      Claro que respeito quem opta por pacotes fechados, e muitas vezes até eu mesmo viajo assim, mas não há nada como viver todas as experiências como um verdadeiro morador local.

      Obrigado pela participação!

      Abraços

  2. É isso mesmo que vc descreveu tão bem nesse artigo! Realmente, o povo brasileiro precisa de uma mudança de mente e hábitos transformados!
    Obrigada por contribuir com esse pensamento!
    bjos!

  3. Adoro seus posts, porque são deliciosos de ler e sempre você instiga o leitor a abrir a cabeça para certos assuntos.
    <3

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