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O dia em que conheci meu melhor amigo de viagem

O dia em que conheci meu melhor amigo, ele me disse uma coisa engraçada:

“Você parece com as pessoas que conheço quando viajo”.

Eu ainda estava no nível “sacolinha” de viagens, não ultrapassando 2 semanas de estadia, e ele havia viajado pelo mundo por meses. Achei muito legal aquilo que ele falou, e acharia muito mais se tivesse noção do que significava.

Um dia fui a uma festa com gente trabalhadora, das que batalham 12 horas para poder ter alguma satisfação nas 5 horas da noite, com cerveja e amigos. Vestida, como sempre, com meu tênis, cabelo seco ao natural, porque secador pesaria muito na mala, um vestidinho mais bacaninha, porém praiano, não muita maquiagem. As meninas usavam, naturalmente, bem mais arsenal que eu, e, mais naturalmente ainda, chamavam muito mais a atenção dos nossos colegas. Decidi ir conversar com as primeiras pessoas, estava chato ficar sozinhona como eu estava.

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Amigos de viagem.

Primeiro grupo: brasileiros que trabalhavam e moravam ali. Papo básico, pra iniciar: “oi, vocês são brasileiros neh? De onde? Puxa que legal, sou do Rio também!” “ah, manero..”

E eu me virei, pois pressenti aquele momento delicia que você esta diante de um desconhecido com um olhar do tipo “mais alguma pergunta?”. Lembrei do dia que pulei numa piscina e acertei uma pessoa em cheio numa festa na Tailândia. Era um brasileiro, que me afogou, tacou água na minha cara e me pagou cerveja, sem nem mesmo me perguntar de onde eu era.

Dai vi uma menina com um colar muito bonito, e em mais uma tentativa de um papo legal, elogiei o cordão da moça, que sorriu e me agradeceu. Falei que sentia falta as vezes de ter alguns acessórios mais arrumadinhos, e ela deu uma resposta que mexeu muito comigo, “ah, cada um tem seu estilo neh?” olhando muito profundamente para o outro lado da festa, enquanto eu estava ao lado do ombro direito dela. Acho que a mãe dela ensinou a tratar bem as pessoa loca da vida loca. Respondi monossilabicamente, e lembrei de uma outra festa que estive, dessa vez em Bali, que, enquanto eu estava me ajeitando no banheiro, uma menina pediu para refazer o nó da minha ribana que estava quase caindo, e fez uma obra de arte no meu cabelo. Lindo mesmo. Depois me convidou pra ir pra roda de amigos dela que dançavam olhando nos olhos um dos outros, cantando a letra da música toda, e me puxaram para o meio da roda na mesma hora.

Amigos de viagem.

Fui sentar fora um pouco, observando meninas dancando e sorrindo o tempo todo como se a cara delas estivessem congeladas, e roda de pessoas caladas olhando para os lados, com duas ou três pessoas em algum papo mais animado, nunca o grupo todo. Fui surpreendida com uma voz: “oi gatinha, toda triste ai, por que?” Meu grau alcoólico já estava um pouco elevado, e na hora lembrei de um brazuca que me foi apresentado num encontro de viajantes em Barcelona, por sermos ambos brazucas, e a primeira coisa que o figura falou, já pra lá das 6 copas de sangria, foi:

“VOCÊ TÁ DESESPERADA???”

“ANH”

“TAH DESESPERADA??”

“TOOO”

”ENTÃO PULA! NADA NO LAGO, NADA! AI VEM A BONDE DAS MARAVILHAS, VOCÊ GRITAAAAA”

“ AAAHHHH”

“AÍ VEM O MICHEL TELO, VOCÊ GRITA!!!”

Vai viajar e não contratou seu Seguro Viagem?
 

”AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH”

“NADA MAIS, NADA!”

(para os mais novatos, procure no youtube “a porta dos desesperados” do programa do sergio mallandro).

Amigos de viagem.

Voltando no menino lá de cima, respondi que não, não estava triste. Ele sentou do meu lado, fez o questionário básico das minhas informações e eu idem, e quando ele me disse que era meio argentino meio brasileiro, eu disse:

-ah, bem que eu achei você assim, meio Messi!

E ele muito sabiamente me respondeu:

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-e você com essa cor jambo, toda me provocando…

ah…peraí. De onde ele tirou que eu usufruo da minha cor para provocar meus alvos? Ou só queria mesmo arrumar um jeito de ir direto ao ponto?

Lembrei de um rapaz que conheci numa das minhas viagens pelo Brasil, que me era a personificação de Pedro Bala, personagem principal do livro Capitães da Areia de Jorge amado, o qual fiquei apaixonada platonicamente quando li. Acho que quando disse isso pra ele, ele se assustou um pouco e duvidou da minha sanidade, mas no dia seguinte, num sol dourado de fim de dia ele veio com uma flor, colocou no meu cabelo e falou:

-Pena que a gente não eh do mesmo livro, nao eh, Gabriela?

Suspiro.

Amigos de viagem.

Olhei para o rapaz da festa, sorri um sorriso amarelo, e sai. Ele, já conformado e esperando essa reação de mim, procurou a próxima vítima e deu continuidade ao ritual. Álcool caro, muita luz piscando, música rolando freneticamente. Eu era obrigada a passar pela pista inteira sem olhar para as pessoas direito, enquanto nas festas das pequenas ilhas onde eu vivi, parava ao menos três vezes para falar com pessoas que nunca vi na vida, só por falar, só pra dizer que ela estava dançando bem.

Pessoas medidas, com medo do que diriam amanhã. Por que todos nós sabemos como somos lindos e felizes quando viajamos e somos tão intensamente nós mesmos, e ainda assim colocamos tantos freios e regras no dia-a-dia? Estou viajando por um ano, um ano sendo eu mesma o tempo todo, e agora vejo como transformei tantos momentos da minha vida em momentos medianos. Aqueles vazios das festas que tanto se fala, por agirmos por conta do álcool ou por conta de “não pagar mico”, raramente por alguma atitude espontânea, 100% a gente mesmo, provavelmente é causado por isso tudo.

Claro, que existem “pessoas de viagem” por aí, mas porque isso não é a atitude normal das pessoas me entristece. Voltarei eu ao meu “normal”?

Quero não!

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Sobre Aloha Eveline

Meu sobrenome é Silva e Souza, nunca fui melhor aluna da sala nem a mais popular đa rua, não sou malhada, iluminada, rica ou invejada. Porém, usufruo absurdamente do direito de ir e vir. Acompanhe minhas viagens pela FanPage Alo Alo Marciano.

2 Comentários

  1. Amei, amei, amei o texto!

  2. Aeeeee, irmã! Minha amiga de viagem que eu não conheci viajando e nem nunca viajei físicamente com ela! Mas na cabeça….!

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