quinta-feira , 27 / abril / 2017
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O dia que eu mais gostei de ser brasileiro, no Laos

Desde o primeiro mochilão que fiz pela Europa em 2006, já sabia que os brasileiros são muito bem recebidos por todos os cantos. Acho que por nossa natureza latina, mais toda a mistura maluca que historicamente moldou esse instinto coletivo de buscar por diversão, as portas foram se abrindo mundo afora…quem não quer gente feliz e alegre por perto???

A admiração pelo povo brasileiro é evidente e senti isso na pele ainda mais durante a volta ao mundo. Fui muito bem recebido em todos os cantos e as pessoas sempre curiosas para saber um pouco mais sobre o Brasil. As vezes fiquei até sem graça, pois contava minhas histórias, curiosidades sobre nosso país e saia do papo sem saber muito da outra pessoa…tinha que me policiar para mudar o rumo da conversa, afinal também queria absorver um pouco de cada cultura.

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O dia que tive orgulho de ser brasileiro.

A situação que mais me marcou foi durante um dia de tubing e pescaria em Nong Khiaw, uma das cidades mais inóspitas do Laos (Kkkkkk, quase tudo é bem isolado por lá). O tubing nada mais é que um passeio pelo rio flutuando numa bóia feita com câmara de pneus. Estava eu lá, tranquilão com meus amigos descendo a corredeira do rio, quando começo a escutar bem de longe, cada vez mais forte, uma voz gritando descontroladamente: “Brasiiiiiiil, Brasiiiiiiil”.

 

A pátria de chuteiras

Tubing em rio de Nong Khiaw.

Sinceramente não sabia muito sobre o Laos quando cheguei ao país. Geralmente gosto de pesquisar sobre o destino, mas queria mesmo me surpreender. Como de costume, vestia minha camisa amarela da seleção, o que chamou a atenção do garoto dono dos poderosos gritos.

Fui nadando até a margem para encontrá-lo, mas ele parecia não acreditar. Imagina um moleque de uns 15 anos de idade pulando em cima de mim, como se eu fosse o maior astro da seleção? Enfim, todo o grupo que estava comigo parou e resolvemos fazer nossa pescaria ali mesmo.

Para para o almoço.

O garoto falava um inglês incrível e em poucos minutos descobri de onde vinha sua paixão pelo Brasil. O futebol é um esporte muito popular no Laos, o que já explica todo seu fanatismo pela seleção brasileira. Ele sabia de tudo…os jogadores, nossos títulos e até o nome de algumas cidades do país…incrível como muitos Americanos e Europeus ainda pensam que nossa capital é Buenos Aires.

O fim de tarde foi incrível, com a comida pescada na hora, muitas doses de Lao Lao (uma pinga de arroz muuuuuuito popular por lá), brincadeiras de criança e papo sobre futebol.

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Ei moço, quero ver seu RG

Voltando de barco para Nong Khiaw.Voltei de barco para o hotel, que aliás era bem simples mas tinha uma vista sensacional, ainda curtindo a experiência que acabara de viver. Eu ali naquele lugar no meio do nada, onde tudo parece ter parado no tempo, aprendendo com um garoto lições simples sobre como seguir em frente sem precisar do consumismo desenfreado para ser feliz.

A noite foi de festa, afinal eram nossos últimos momentos naquele lugar encantador. Teve fogueira, mais uma vez muuuuuita Lao Lao e um violão. O garoto claro estava lá, insistindo para eu ficar mais um dia e jogar em seu time numa competição local. Mal sabe ele que iria acabar com o jogo prejudicar o time…kkkkk. Infelizmente não pude ficar, pois tive que acompanhar o grupo.

O garoto ainda parecia impressionado, como se eu fosse um ser de outro planeta. De fato era, pois era o primeiro brasileiro que ele via por alí. Fiquei tão contente com tudo que havia acontecido, que resolvi presentea-lo com minha camisa do Brasil. Ele parecia não acreditar, mas ainda não foi suficiente. No final, nos despedimos e fui surpreendido com um pedido final: “Ei moço, posso ver seu RG???”. Mostrei meu passaporte e cada um seguiu seu caminho, felizes da vida.

 

Já teve orgulho de ser brasileiro?

Não entremos no fato dos milhares de problemas que existem em nosso país. Me sinto enojado com tantas falcatruas, mas tenho orgulho de ter nascido no Brasil, ainda mais depois de sentir na pele que somos tão queridos pelo mundo afora.


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Quando criei o projeto viagem de volta ao mundo em 365 posts, imaginava que fazer uma viagem para o Laos seria a parte mais complicada do roteiro. O país é muito pobre e poucas cidades oferecem boas opções para o turismo, mas valeu a pena conhecer uma cultura tão diferente. Este é o 268º artigo da série, veja as dicas de viagem dos posts anteriores:

Já sentiu orgulho de ser brasileiro? Gostaria de compartilhar suas histórias?

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Sobre Guilherme Tetamanti

Paulistano de 34 anos e muita história pra contar. Amo e odeio a selva de pedra, e por isso faço de tudo pra viajar. Sou empresário, administrador de empresas e criador de algumas lojas virtuais. Vendi tudo em 2011 para realizar o sonho de fazer uma viagem de volta ao mundo e praticar fotografia, uma de minhas paixões. Sempre fugi das aulas de redação, mas a vontade de viajar, fazer novas amizades e compartilhar minhas andanças, me motivaram a criar o Quero Viajar Mais.

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20 Comentários

  1. Que da hora velho! Primeiro blog que realmente me interessou! Vou olhar os outros post hihihihi

  2. Mto legal seu blog descobri hoje e ja li um monte de post kkkk

    Estou planejando um ano pela Ásia e Laos não estava no meu roteiro, mas agora fiquei com mto vontade de visitar.

    Mto obrigado!

    • Fala João,

      Poooo fico feliz que esteja curtido e o conteúdo te motivou a visitar outro país. O Laos é um dos países que mais me surpreendeu…não tem as belezas naturais de outros países do sudeste asiático, mas conhecer sua história e costumes foi sensacional.

      Valeu, abração

  3. Sempre que viajo percebo esta porta aberta pra brasileiros, mas a vez que mais me marcou foi em Cuba, quando toda vez que eu falava que era brasileiro, as mulheres, principalmente as mais velhas queriam saber de qualquer maneira o que iria acontecer no final da novela.. kkk, “me diz se flano de tal vai morrer” – “me fala se a flana vai casar com o ciclano” etc… rsrr

    Um outra situação foi no Peru quando pegamos o ônibus coletivo de Cusco até Urubamba, eramos os 2 únicos estrangeiros dentro do coletivo lotado de locais… Comecei a conversar com a Chola ao lado que ia me mostrando pelo caminho todas as coisas legais… Quando eu disse que era brasileiro ela não acreditou e tive que mostrar meu passaporte, já que ela jurava que eu era “Chino, Chino, chino” rsrrs Aliás por ser mestiço japonês, muitas vezes tenho que provar que sou brasileiro, rsrrsr

    Abraço!

  4. Na nossa última viagem (fomos para a Ásia) ganhamos um super desconto em um passeio porque o organizador disse que tinha gostado muito da gente porque a gente era brasileiro! hehe…aliás toda viagem eu uso isso e funciona para muita coisa!

  5. Adorei o texto, e não resisti, vou contar uma experiência vivenciada por mim.

    Várias vezes viajando pelo mundo, senti orgulho de ser brasileira, mas a que me deixou mais contente foi ao chegar na Praça principal de Atenas, com a reserva de um albergue feita pela minha amiga de mestrado, que é malaia, e não conseguíamos comunicação com a pessoa que nos atendia por telefone, pois ele só falava grego, e nós, o inglês e nossos próprios idiomas.
    Eram 23:30, e sem ter certeza se realmente era perto e seguro irmos com nossos mochilões a pé, fui perguntar a um taxista, disposta inclusive a pegar seu serviço mostrando o endereço.
    Ele viu minha fitinha verde e amarela presa na mochila e perguntou se eu era brasileira. Fiquei meio insegura – pois apesar de não ser mais uma bela garota tropical, as vezes ainda confundem a gente por aí nos achando sempre “disponíveis” – mas confirmei. Ele pegou o próprio telefone, confirmou no seu idioma com o rapaz do albergue nossa reserva e antes de nos acompanhar até lá, conversou muito comigo sobre futebol (lógico), sobre a economia brasileira melhorando (era 2007), etc..
    Saber sobre os principais times de futebol, e gostar de futebol, me ajudou, mas conversar sobre importação e exportação com um taxista grego em plena caminhada, foi único!

    Lilian

  6. Porra velho, que emocionante! muito massa mesmo

    grande abraço

  7. Você, e suas postagens, nos faz, denovo, denovo,denovo, nos sentirmos forte e sonhar com algo ainda bom nesse país tão desigual…

    Abs

    • Oi Tania,

      Procuro ver o lado positivo das coisas. Tem muita sujeira no nosso país, mas infelizmente tem gente que apenas coloca a culpa nos outros, nos políticos e esquece de fazer sua parte.

      🙂

  8. Cara, eu me orgulho muito por ser brasileiro. Cada vez que volto de uma viagem eu me apaixono ainda mais por esse país. Lindo, rico e tão cheio de oportunidades que nem mesmo a corrupção e tantas outras vergonhas conseguem sufocá-lo. Já tive experiéncias como essa e me senti envergonhado por saber muito menos do nosso futebol do que os gringos… Hauahua. Abraço!

    • Fala Altier,

      Eu que fiquei 1 ano fora senti muita falta de várias coisas. Da saudade de tudo…kkk, ainda mais com o carinho que temos pelos amigos e família.

      Valeu pela visita…abração

  9. pumaadventure eco trek

    Gostei de sua historia, muita boa sua redação e sua viajem maravilhosa.

    • 🙂

      Obrigado e volte sempre!!

      Abraços

      • Lilian Alves

        Estou encantada com tantas histórias. Muito útil esse blog. parabéns.
        gostaria de saber, por favor, se é seguro viajar sozinha pelo sudeste asiático e com uma máquina fotográfica profissional. É que estou estudando fotografia, mas ao mesmo tempo acho que chama atenção, tenho medo por estar sozinha. Obrigada

        • Oi Lilian,

          O sudeste asiático é bem tranquilo sim para mulheres que viajam sozinhas, e vi muitas em minha passagem por Filipinas, Laos, Camboja e Tailândia. Claro, é preciso evitar situações de risco, mas em geral é bem seguro.

          Abraços

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